Aprenda a cantar sem sua presunção pretenciosa, usufrua de
sua voz desafinada e maliciosa. Desista de precisar de respostas, queres o
romance detalhado e decifrado, quando o que mais se precisa é da vida
‘desroteirizada’ durante nossas corridas de desencontros.
Negue tudo o que vivera junto à mim, com esse mau-caráter
impregnado nas suas roupas fora de moda. Inunde-se no seu próprio paladar de
pratos visuais. Odeie-me com tudo o que puder porque dessa vez deixarei, em
meio aos lacrimejados pesares desse fim, o que mais gostaria de ouvir, só que
em público teatral.
Ouça os cantares agudos dos apitos para o toque de recolher
e não despreze as ordens hierárquicas explorando ainda mais sua ufania dourada.
Você ainda preferirá parar de andar com seus olhos de um lado para outro
relendo palavras, falo das novas, pois as velhas estão espalhadas em inúmeros
cofres do seu rancor, principalmente atrás de seus olhos.
Bem, não é muito como pensei à dizer, mas se algum dia
pensares se me arrependo de tais palavras, te refuto e te culpo por invadir-me
contra minha vontade e me isolo indulgenciado para teu desprazer.
São meus desafetos em votos, são minhas não razões, são meus
contrários, são a minha ira por te ter só em indiretas e metáforas, não sabendo
amar-te como um verdadeiro ator de romances, mas como um humano trivial e
boêmio.
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