Olhão nessa página

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Foi pouco, mas foi deles...

Ela, sacerdote da má sorte,

adorou o amor que apresentou-lhe o tempo e a ocasião.

Sentiu-se bem e leve, como há muito não sentia-se,

enquanto o homem qualquer com rosto liso

enfrenta seus próprios temores com um egoísmo acentuado.

Seguraram as mãos sem preocupações durante toda a tarde,

durante suas horas decorrentes não trocaram palavras,

apenas beijos, apaixonados... 

Tudo tarde, cedo, tanto faz,

a ansiedade que os consumia era gostosa de se sentir mesmo no inverno.

Hoje, onde os caminhões passam, cantam pelas poucas curvas dos ventos

as mesmas cancões que contam aquela história dos jovens.

Arrependeu-se por bastante tempo,

mas nunca soube o que se passara em sua mente,

insano e sem motivos, cativou a ampulheta que carrega um limite.

Hoje, depois de anos, aquela areia não atravessa mais e os modos,

revirados de ponta cabeça,

não voltam para aquela beijo alegre antes do amor que "te adoro".