Olhão nessa página

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Uns quaisquer sonhos poucos


Em qualquer lugarzinho,
com um livro enfeitado, uma caneta barata e macia,
um maço de cigarros bons,
meu discman tocando um CD de soul,
calculando maldosamente casa passo invulnerável que eu darei.
E o mundo ainda não mudou,
e os códigos continuam os mesmos
e eu caminho em direção aos mesmos lugares,
ora loucos, ora monótonos
e seus objetivos são me enlouquecer,
liberando seus pensamentos, proliferando suas táticas perfeitas,
me deixando na sobra de uma divisão,
porque isso é onde a subtração é a degradação da soma!!
...a loucura 'prelude'...

-sem nome-


Ainda falta algo,
...não há nada, eu preciso de algo:
ninguém pode!! você não tem nada,
porque o mundo te trouxe de volta
e você não existe,
e você não hesita, e você infringe a minha lei,
Seu romantismo não forjou as ideias que eu te dei,
enquanto as suas são,
e quando não forem, pra quê tiveram?
Usufruiu, iludiu, mentiu,
conversou, aumentou, centralizou...
acabou?!
...agora não há mais nada,
agora eu não preciso de nada,
porque o mundo te trouxe,
e eu preciso que você exista:
sem ilusões, sem conto de fadas,
sem estórias mal resolvidas e músicas compartilhadas.
Tente começar e recomeçar até ter, até crêr,
até deixar de não ter
suas flores de papel, seus poemas imaginários
e suas antigas carícias nos sonhos...

Imitação de você


Por mais um momento o viu deitar:
corpos e armamentos_a guerra havia começado
formando arte bruta,
e quando existiria inspiração?
O Deus ainda se ausentou ou sua permissão nunca conheceremos,
andando e gritando, mas nada ouvia-se,
apenas pela casa ouvia-se sonetos antigos na velha vitrola.
Deitado ainda, suspirou aquele ar frio e denso-congelante.
Ofegante levantou-se e vestiu a farda que sentira tão pesada quanto um escafandro.
O mundo acabou naquele momento
e assisti o fim na primeira fila com cigarros mofados...