Olhão nessa página

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Entrevista

Pensando em adquirir mais alguns poucos acessos e, de um modo diferente, tentar chamar a atenção do leitor, o blog Semanário procurou mudar um pouco o foco de certas críticas, se assim posso dizer, ou pelo menos de um jeito diferenciado, falar sobre o cliché infinito_relacionamento!
Enfim, dentre vários casais, encontrei um bem tradicional e com papo super aberto e decidi que ia usá-los pra fins benéficos para mim(LOL). Entrevistei-os(bati papo, enchi a cara e fumei meu sampoerna) por cerca de 3 horas e 45minutos e anotei certos comentários importantíssimos para a sobrevivência da relação. Para proteção de qualquer tipo de briga entre eles, que são amigos meus, decidi privar seus nomes usando pseudónimos, Tábata e Cornélio.
Pois bem, a entrevista começa com certas perguntas bem tradicionais:

Semanário: Sendo seu amigo primeiro(Cornélio), lembro de quando conheceu Tábata. Meio sem querer nada sério, mas insistiu e até hoje vocês se comem sem enjoar depois de 4 anos e alguns meses. A pergunta primordial que eu poderia fazer é: Como fazer pra que a relação seja duradoura?

[olham um para o outro com aquele olhar cínico e tentam dar espaço para o outro falar, mas ela insiste e ele começa]

Cornélio: Cara, não é nada demais, tanto que no começo era mais difícil passar por cima de certas fases ruins, acho que até por uma falta de preparo para a relação séria mesmo. Mas o tal "segredo" é você sempre se mostrar aberto e ter a reciprocidade em pauta, mostrar que ela pode confiar dando-lhe o histórico diário do que foi feito e fazê-la participar da sua vida.

Semanário: Mas já são quatro anos e vocês me parecem cada vez mais íntimos e compatíveis, me diga que tipo de mandinga você usou, Tábata, sem contar coar café na calcinha?

[pausa para os risos]

Tábata: No meu caso foi um pouco mais difícil, pois ele é meu primeiro homem, então...

[Cornélio interrompe]

Cornélio: ...e único!!

[mais risos]

Tábata: Então... fiquei muito inibida no primeiro ano, por mais que ele sempre tenha me deixado bem a vontade em relação a sexo, mas por natureza me sentia um pouco tímida. Não preciso esconder que isso foi um dos grandes motivos de brigas no começo, mas superamos e comecei a ver nossa sexualidade como um ponto crucial para a relação.


Semanário: Como já estou um pouco porre e somos amigos pra caramba, tomo a liberdade de perguntar certas coisas mais 'safadêêêêêênhas': O que foi acontecendo na relação de vocês que foi melhorando? E em relação ao sexo? Me falem tudo sem hesitar que a galera quer saber!

Cornélio: Eu passei a ter mais paciência com certas inibições dela, porque como eu já tinha um pouco mais de vivência, principalmente em relação a sexo, eu queria que ela ficasse de quatro, que fizesse oral, que tocasse mais e isso e aquilo, então com essa minha "evolução", ela foi se sentindo menos pressionada e quando ela estava naquela vontade, depois d'eu ter excitado ela, ela começava a agir mais instintivamente e fazer certas coisas, não tanto no sexo oral, porque teve que ter bastante D.R.(discutir a relação).


Tábata: Concordo com essa última parte, só que mesmo sendo instintivamente algumas partes, meu consciente me dizia que eu precisava fazer algo para que o prazer fosse se igualando, numa espécie de "eu te pego, mas tu me pega". O que mais irritou ele, foi porque eu não tinha coragem de "chupá-lo". Todas as mulheres passam por isso, tem aquela imagem de que é um sacrilégio, que é nojento, que nunca vai fazê-lo e esse tipo de coisa. Depois de bastante tempo, tentei e nem foi tão monstruoso como pensei, só que senti um pouco de ânsia, o que é normal. Você não tem idéia do quanto isso levantou nossa relação, porque no começo eram só aquelas posições clichés e acabamos caindo na rotina e pra uma relação se sustentar e reerguer disso é difícil demais, porque tem que tomar medidas drásticas, mas eu estava no caminho desde um tempo.


Semanário: E o que mais vocês fazem, pra que tudo corra bem? Porque mesmo hoje estando tudo bem, há aquelas pequenas gafes ou situações chatas que geram brigas.


Cornélio: Como homem, o que ajuda bastante é olhar o corpo de uma mulher, sem que ela fique tímida, então depois disso, o que foi uma vitória, bem-dizendo, começamos a tentar outras posições, já brincamos com o 'kama-sutra', já vimos pornografias, usamos certas besteiras pra diferenciar, como champagne, sorvete, chantilly e vamos vez ou outra em lugares inusitados. Fora isso, o que mais me anima na nossa relação, é o fato de poder chegar em casa e ligar pra ela ou ela passar a noite comigo, assistir um filme, contar como foi meu dia, como estou. Porque não basta apenas beijar e transar, tem que haver cumplicidade na relação.


Tábata: Realmente é um ponto forte que temos, apesar d'ele ter feito suas displicências de me trair, mas hoje creio que não faz mais...

[pausa pra risos e o velho tapinha que a mulher dá]


Tábata: ...como eu dizia, é o que eu mais amo em nós, esse jeito de poder confiar e contar tudo o que há. Nós conversamos sobre tudo, e mesmo com situações que nos fazem brigar, espernear, mandar pra PQP ou ir se F***, a gente sabe olhar um pro outro e pedir desculpas, e temos mais calma na hora de conversar, mesmo que o outro aparentemente esteja todo errado.

Semanário: Só pra acabar com essa porra, porque to afim de me chapar e dormir, diz alguma coisa pra finalizar essa entrevista, meu amigo e depois você, 'cunhada'(comparo meus amigos de verdade como irmãos).


Cornélio: Cara, paciência é tudo e pras mulheres, façam sexo, não sejam hesitantes se realmente querem o bem dessa relação, porque a intimidade do casal é sustentadora... e viva o 'boquete'!!


Tábata: Nojento!! Bem, vou dizer uma coisa que vi na TV uma vez, "Um relacionamento é como um jogo de frescobol, você torce para que o outro continue e não para que ele perca."

---Fim---