sua vontade aumenta a cada metro, seu desencanto te atiça,
mas há um pouco de piedade no seu desencontro com a ira.
Tenho crianças nos meus fakes mais isolados, amadureço quando enterro meus pés em cabeças interessadas,
forjo o suor das minhas mãos e sou um alienado nato!
Joguei minhas mãos para o alto, para baixo, balancei-as
e suei... a batida é rápida, me canso com facilidade,
beijo alguém_não sei quem poderia ser_não-sóbrio,
encanta-me este estágio, mas não dá pra parar,
preciso extravasar e tudo passa mais lento,
a euforia/desespero hoje me manipula e quando há intervalos
me sento por pouco tempo para não acostumar.
Tudo pelo que vivi, eu morro nas manhãs,
amarro meus intermináveis e os vejo sufocar,
mas nunca morrem.
Carrego o poder, o grito, a metáfora de muito o que deixei,
mas dessa vez estou voltando,
estou íntegro, com os pés firmes, alinhados e assistindo o fim:
mudo o caminho, que graça terá se terminar?