Olhão nessa página

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Ainda lembro de como corria

Ela morreu no leito de algum lugar perto daqui...
Sugeriu uma música, da mais melancólica, indagando sua emoção mais bela distraída de lembranças. No recanto que silenciou sua voz, nós estávamos deitados enquanto a neblina se dissipava lá fora, eu estava com o braço por cima de você, estávamos acordados de olhos fechados.
Sua cor favorita era a dos campos com balões coloridos, você os canonizava com tanta beleza...
"O que aconteceu com você? Parece tão distante..."
Seu olhar se perdia no vão, nossas conversas não se cruzavam com tanta frequência, mas eu cantava pra você todos os dias, lia algo que me interessava e você chorava por não entender mais tão bem.
Desfaleceu uma, duas vezes na semana me desesperando. Você não sorri mais, você não sabe onde está, mas eu me casei com sua alma, te jurei um amor 'eternal', daqueles que só se reconhecem em filmes. Você segurou minha mão, me deu o futuro brilhante, me guardou o melhor de mim. 
Eu só queria um amor pra sempre... e tenho... ela olhou para o lado, escorreu sua última lágrima depois de dizer tudo com meio sorriso e me 'amou como amo o amor.'