casas amadeiradas,
portas semi abertas e janelas basculantes...
Pairam levemente,
sem quaisquer escombros,
nos chãos se espalham em partículas dissolventes como fuligens,
só que invisíveis.
Você me ligou hoje,
meio desesperada, deixou muda a ligação sem dizer seu nome,
seu espírito entrou na minha vida, tão magro,
que em vácuo,
se esvaiu via palavras.
"É verdade?" me disse em riso choroso.
Passou por meus dedos,
se esconderam em meu único armário.
Criaram um abrigo na minha mente,
me assombraram balançando minhas folhas dos textos que pensaram em você espalhados pelo chão do quarto.
Passaram pelo claro,
evoluem a cada medo trivial.
Acalme-se,
junte-se ao público que assiste esse medo.
São só espíritos e não mais que isso.
Alimente-se com seu leve desespero de estarem querendo atrair atenção e morrerem pós morte.
Remonte esses seus pedaços e reconstrua-se antes que mais algum imprevisto aconteça e nos destrua interesseiramente.

