Olhão nessa página

terça-feira, 13 de julho de 2021

Ah, Não, Amor!


 Você abraçou-me adornando meu pescoço com seus belos braços,

encharcou-me com seu cheiro,

me pediu que não a deixasse nunca.

Ah, que linda voz pedindo-me,

me fazendo jurar o que eu nunca jurei,

obrigando-me a perturbar meu mais puro desejo de auto sabotagem.

Antes de você acordar, saiba que eu dormi na sala,

ouvi músicas bem baixas da playlist que você nunca se prestou a ouvir,

desfrutando das letras que você nunca quis ler e saber o que eu quis dizer.

Olhei fotos dos meus céus,

tatuei a sua raiva e sofri no mais belo som,

respirando vagarosamente antes de permitir que o dia inicie.

Você vê? A prosa que me entrega é a mesma que me despe,

a mesma que me destroça,

que vai me deixar pensar em você da maneira mais delirante,

que vai tirar meu sono e a quietude que você acha que existe,

porque eu a amo, a amo com aquele amor que eu nem sabia que existia fora das páginas engavetadas.

...só não vai ver isso, porque eu já quis mostrar e você nem percebeu.


Meros devaneios


 ...foi quando a gente acordou.

Éramos jovens e eu havia esquecido seu nome,

eu chorei por um momento deitado sobre o chão frio porque eu imaginei o hoje,

uma previsão tão maldosa que...

Eram 100 anos, não eram?
O velho deve ter morrido e não esperou a eternidade dessas palavras.

Eu só queria, dessa vez, errar apenas o necessário.