Olhão nessa página

quarta-feira, 4 de agosto de 2021

Insoniado com você


 

Parece que tudo é sobre o arrepio na costela,

sobre aquela sensação de amor retido,

que te faz mal e te prende.

Se era pra ser assim, eu teria feito algo melhor

e talvez acabado no início.

Transformado, nessa especulação atemporal,

na melhor história de amor que poderia haver,

a gente é tão a gente que parou de ser...

os risos tem deboche e não graça,

as alfinetadas não esperam tapinhas precedidos de risos,

mas atingir a imaturidade intermitente.

Já cansei das músicas que preparei para você,

pois você não as ouviu e nem sabe que fazem parte do nosso roteiro.

Você senta perto de mim, teimosa, da forma mais maravilhosa insiste em ficar,

e eu só queria tempo para fumar e perder a cabeça.

Polaridades duplas e um doce sopro que afaga e destrói,

e sabe o motivo disso tudo? Eu sei que não...

Oh, brigado?

 E esse é o cheiro do amor, do meu amor

impregnado no meu guarda-roupas, no meu dia-a-dia,

dentro das músicas matinais,

dos cafés sem horário.
Quando acabam os dias, tudo acaba, 

a gente se beija e fica ali, bem ali,

bem quietos na imensidão do que os olhares transmitem.

Eu sei que isso acaba, que dura, mas intensifica cada vez mais,

porque eu, pecador de passagem, jurei não sei o quê,

só sei que tem você...

como sempre_no amor, no guarda-roupas, no dia-a-dia, segurando nossos cafés.