Tornamos-nos tão jovens nesse tempo
que retrocedemos quando estamos juntos.
Suas mãos ainda são as mesmas e o cheiro,
ainda de saudades.
Parei meus pés junto ao portão da sua cabeça
que funciona do mesmo jeito fantasioso
e responsável,
mas que de avassalador...
ah, nem sei o que dizer.
Sua voz em semibreve
nos quatro tempos
me desliza na partitura das tuas mãos.
Ao encontro dos nossos desencontros frequentes,
eu te desejei muito,
mas acabei voltando ao zero.
Sempre chove dentro dos nossos olhos
fazendo-os brilharem
quando escutamos o som dos nossos beijos,
da canção do romantismo que se preserva no momentos bons
e o resto é só parte da encenação dos anjos.
As razões pelo qual tudo não está ou está foi fatal,
estava escrito nos erros
que o indigente despenteado cometera.
De cara o sangue sobe...
"Tenta manter a calma" é o clássico que repete nas radiolas que roem o som.
Isso tá me fodendo e não está sendo bom.
Cai na merda do meu olhar baixo de um lado a visão do futuro que estás propagando:
Uma impotência tão impiedosa que está sendo projetada na minha cara,
vindo das tolices imundas às cortinas imbecis e egoístas que faíscam pouco ao queimar a minha aura.
Tô fazendo um unplugged "encaralhado" só pra xingar deus,
que me dá o direito de pensar no "e se acontecer" de modo ruim e pejorativo.
Ah, se eu pudesse...
São tantas idéias nessa oficina de deus com raiva_diabo!
Senta nesse vômito da sua ressaca, me joga culpa, me deixa ser baixista e pensar que tenho importância numa banda medíocre.
Você vai aprender que não valho nada quando eu não servir e não fizer a diferença.
Agora esfria a cabeça e se fode de novo na mesma noite em que você assassinou a minha auto estima,
porque, honey, eu to velho e esfolado e sem nada pra comer.