Olhão nessa página

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

...


Estivera tão cansado todo esse tempo, olhando o vento tão mais visível que seus próprios temores. Foi por parte o abandono, deixara o ser, viveu a paixão nas loucuras que adquiria no vão dos quatro cantos.

Sentiu saudades quando chorou a seus lindos devaneios_os mais lindos que alguém já tivera!

Ainda sentia tardiamente seus gemidos, sua respiração ofegante, o seu procurar pela resposta... A brisa congelava seus braços, no que não poderia mais lhe dar as palavras de médio dom.

Amargo. Os olhares que se cruzavam em cada manhã antes do trabalho: realização momentânea.

Seus passos quiseram ser descritos, mas... mas... Respostas que se esvaem no clamor de mais uma mesmice. Piano, almas, almas e teclas. O som do fim, o fim da música. Não se pode muito quando se te poucos escrúpulos, um “okay” de satisfação, um aperto de mãos à chuva que caíra madrugadas presentes.

Queria parar um pouco, deixa eu sentir um pouco mais de inveja das suas palavras, rir dos seus poucos erros, afagar seus cabelos à noite antes de dormir na ‘meia-hora’ que resta, ficar um pouco mais aborrecido quando você canta o que eu canso de ouvir e não decoro. Deixa eu sentir um pouco mais de saudades pra poder me declarar ao máximo, cair na sensação segura do teu abraço, e devagar deixar um beijo na palma da sua mão.

Sabe, ainda existe e persiste o cansaço presente, estou tão cansado e com frio, rodeado de precipitações excitadas, costumes que não mudam. Talvez eu não esteja na sua porta na manhã seguinte, eu só não queria cansar, queria ser forte_paciência e compreensão me deixaram acima das opiniões sob meu orgulho...

Salvação, voltar ao velho recomeço, redundância pessimista!

passadando


É quando você deixa de estar, deixa de ser, perde conta do revés. Ouve simples palavras de descontentamento, acaba como um simples pessimista. Acaba como eu!

Sustentando poucas idéias ao longo do fim, você deixa de construir novos começos com o medo do mesmo fim, paralelo com sonhos compartilhados em parte da trajetória: percorrida, corrida, vencida, cansada, derrotada, erguida e agora, perdida entre meados de onde Judas perdeu “butinas”.

Os sons o perseguem, te trazem esperanças sem crença alguma, é algo tão baixo. E por obra destinaria cria-se um personagem mórbido no qual você se espelha, dupla-influência, auto-indulgência.

Cedo ao crepúsculo nublado, um olhar mais que desanuviador, uma realização como se houvesse tempos e tempos de ausência. Eu vi seu olhar, no que me encontrou e agora parte de mim foi salva por detritos passante do passado que deixei cair. Mas enfim, um sorriso meu foi sincero naquela noite, quem pudera saber o que estive sentindo todos aqueles dias.

Me deixa não entender muito sobre tudo, manter um pouco do que resta de insano, olhar algo e perguntar o por quê de tudo. Todo esse percurso me custou, me cobrou, empurrando a naturalidade à perfeição, e, injusto sangro por si só, sofrendo na solidão interior.

Cheio de absorções prioritárias prefiro tocar o fogo e descobrir a essência dessa dor, dar-te-ei algo mais que simplicidade mútua, criarei mais de mim _ doarei pouco mais que resta em resto do relativo tempo.

Morte,

Mate,

Sorte,

Descarte...

E agora? Deliberadamente, sussurrando perdas inconscientemente propositais ao ser andrógino, manipula-se o ser monstruoso que se propõe a procriar-se. Tão ingênuo, tão idealista, porém ainda há mais a fazer...

...só que dessa vez, não sobra espaço pra vida!

Tita


Tarde de quinta ou sábado_dia de amigos e evoé!
Tempos em que deuses se alegravam do nosso eufórico brincar,
amenizando as dores que a mente lhe causara,
mas um dia tudo isso deveria acabar, talvez...
Sexta-feira_esperar mais um dia de trabalho findar,
ir a um bar a partir das 22hs e tomar alguns drinks.
Na madrugada virada, meio pra lá do que pra cá,
uma conversa "não-nítida" e uma única frase que me lembro:
"keep holding on"...
era a música que costumava ouvir e a tradução dessa frase,
eu prefiro nem saber...
no cedo da manhã, aquele cheiro bom, aquele que você gostava de ouvir
...aquele cheiro de Thamires, mas eu não sei como é,
só sei que é bom...
Depois de um bom tempo, o mundo mudou o sentido,
sem avisar eu não a vejo mais, eu não consigo não olhar a sua casa,
mesmo sem esperanças, mas são velhos hábitos e saudades...