Olhão nessa página

terça-feira, 20 de julho de 2010

Estigmas


...por que assim seria o melhor!
Essa nova forma de olhar à frente,
enxergar um mundo de forma natural
e alguém ainda não subiu comigo.
A música termina e começa o tempo todo
e eu não decorei a letra: isso deveria me incomodar,
deixar marcas esgrimidas na minha cabeça,
arranhar um pouco o tédio e tirar a monotonia,
mas não foi assim...
Sentei beira-calçada qualquer,
escrevi poucas linhas, acendi um papel e o deixei queimar,
sem algum motivo pra algo eu levantei e fui até longe,
olhei ao redor e eu não conseguia escutar mais aquela música,
que me levantou por muitas vezes dos porres...
Você consegue me ver ainda?
Li cada sonho seu e escrevi o fim sem mudá-lo,
então decifrei os detalhes do 'Amor',
cortei-o em mínimos fragmentos de insanidade,
dei partes de mim para isso e sangrei sem motivos por você,
com você, sem você...
Sua voz chorosa no telefone ainda me lembra muitas coisas,
das quais eu prefiro nem falar.

...não mais!


Tá mais difícil agora...
Um monumento andrógino mais contundente,
infidelidade mental e você ainda não sabe a verdade,
simplesmente porque eu sou seu melhor sonho,
e não sou real!!
Sou a mentira, sou a paz, sou a perfeição idealizada para sua liberdade,
mas a ferrugem nas águas traiçoeiras lhe trouxe um pouco mais.
Calmou o último suspiro e indignou ao mundo.
Bem... Então... conclusões indeterminadas e quase decisivas,
pois as conjunções adversativas(idéias passadas) ainda pendem,
ainda pesam e se justificam no meu "sempre".
O meu lugar, a minha história,
essa é a evolução que eu carreguei,
regressiva e luminosa até ofuscar no pior ângulo!!