Olhão nessa página

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Singular beauty

Da minha frigidez resta o momento mais rude, mais sacramentado ou canonizado. Essas músicas ainda tocam bem, tocam lindamente nos meus dias ou nas minhas noites indigentes.
Eu só queria estar dançando essa última música... num ritmo infinito!
Essa ausência mata mais do que pensara, não é? Agora estamos tentando esquecer o que se passou depois dos meses semanais, mas lá fora ainda há alguma chance, mas lá fora ainda há alguma chance?

Aquele mesmo intérprete fez o repertório do meu sofrimento, cada detalhe de sensação encaixou perfeitamente nas estrofes bem cifradas e vice-versa, pois e aí, o que se tem ainda?
A morte amou porque o amor não morreu... estórias e estórias a serem documentadas pelas suas mãos que suam por entre o frio da tarde de chuva escura.
Eu sonhei nessa última noite, lembrei do principal, surtei ao acordar com o despertador de som agudo. Alguma coisa ainda anda faltando nesse som. Acho que essa leitura trivial só funciona escutando a música que toca na minha cabeça, mas esse truque não funciona mais.
Não há desistência, não há falta de desejo, há um português falho que pensa sem falar, que acha-se sagaz, que quer do jeito sem atitudes, tentar falar... Apavorado, mudo, dentro de uma lâmpada sem poderes.