Olhão nessa página

terça-feira, 17 de maio de 2011

...e eu vivo nesse quarto de hotel até daqui a pouco(desvinculando)


"Tire a roupa..."
Despido do orgulho, você joga por nossas cabeças a inflexibilidade,
projeta as palavras e me atinge com o que você sabe fazer de melhor.
Aponta minha camisa com manchas de sangue e reza para o medo passar,
mas ele não passa e você se desespera...
_Calma, meu amor, eu nunca faria nada com você!
Em alguns momentos eu preciso ocupar minha mente com as palavras que eu sei,
infelizmente eu sei que você disse,
mesmo quando me propôs que ficasse,
mas esse meu caminho é indefinido e nada me impede de continuar
enquanto você pende na minha mente, nos meus momentos,
nas minhas sensações e não é assim fácil que eu posso te dissipar de mim.
Você dorme comigo e eu sinto o peso da sua dor,
mas sinto o mundo dos pés ao pescoço quando você respira suas meias-verdades
porque minha inteligência é controlada, mas é facilmente persuadida por você.
Ah, como seu corpo é perfeito! Que falta faz o cheiro do seu perfume
que compramos juntos,
daquelas vezes que saíamos, pois eu queria ver você sorrir comprando coisas...
Me prometa tudo o que não pode, teste esse ego abalado e de agora em diante
eu já nem sei o que posso fazer ou hesitar. Amanhã, talvez,
eu esteja no mesmo lugar fazendo as mesmas coisas,
ouvindo apenas uma música no 'repeat' escrevendo textos triviais,
e até isso me fere porque era você que os lia,
que aumentava meu ego com seus comentários deliciosos...
Eu durmo com sua imagem na cabeça,
sem posições certas para o encaixe que você era,
esse corpo clama pelo fim de tudo isso, ainda que queira tudo aquilo
Se tivéssemos ido, estaríamos com um belo caminho andado,
longe desse teatro...
Me fez Deus, Rei, libertou todos os meus medos,
disse que se fosse pra ser, seria e eu sempre acreditei,
descontando os adjetivos que te dei, valho as lembranças que creio serem verdadeiras,
enquanto isso, despojo dos abarrotados pensamentos seus.
[nada a declarar]
Essa impulsão me traz pra nós, me puxa e eu não posso parar,
esse já é meu limite, e eu nem sei se em euforia me desanuvio ao ar para o mundo...