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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Uma auto-homenagem

Francisco (uma auto-homenagem)

Chove gotas mágicas
tênues de chuvisco.
Mistura-te com as lágrimas
de Francisco.

Rasga o céu
num lume indescritível, corisco!
E ilumina o rosto sofrido
de Francisco.

Mãos pequeninas começando a escrever,
nos teus indecifráveis rabiscos.
Escreve um poema
para Francisco.

Rindo falsamente 
vivendo sem riscos,
são impercebíveis os passos
de Francisco.

Gira, gira
sob a agulha, disco!
E toca uma canção,
para Francisco.


[F.P.M.S.]
escrito há aproximadamente 3 décadas e meia.