Delimita-se no vendo, naquele que sopra toda manhã, o que derruba orvalhos, o que imita os outros dias. Alguém toca violino na casa de varanda, alguém lê um livro no andar de cima, alguém corre num campo de flores e outro alguém blasfema por derramar tinta no carpete.
O outono não chegou no dia previsto, aflora meu sentido, aguça meu oposto, indecifrado eu ainda corro na direção da correnteza e o fim eu não sei, meu barco ainda está entre um horizonte e outro.
Espere e molhe o rosto, a tarde chega e a calmaria é suspirada entre uma folha e graveto que cai no vão que o vento deixa, mas veja, uma brisa passou por mim, nenhuma nuvem no céu se insinua e o mau tempo se foi prostrado.
"Oxalá!", ouvi ou vi um desejo forte passar, mas o deus do moribundo está ocupado demais, ele já tem um lugar 'espacial' para deleitar.
Saque suas palavras, elas estão guardadas nas suas entranhas há bastante tempo, grite-as, deixe-as xingar e terem prazer, pois a noite está chegando e o vento manipulará galhos para assombrar-te arranhando sua janela e sabe... a lareira apagou, deite-se e abrace a emoção natural!
