Guardei o solo seco bem próximo ao meu medo de criança:
Caiu-se no poço do senhor sertanejo,
cabra arretado de butina empoeirada no piso rachado,
engraçando o tesão de estar vivo em integridade 'caixotada' na
ignorantemente falada "fuleiro".
De burro velho solto,
lambe o beiço seco,
linguada branquejada,
senta e espera chuvisco pra alagar o seu "aleluia" de todos os dias.
Fretado pelo capiroto, ganha o salario que a bíblia lhe propõe,
sem dízimos, sem riquezas, A palavra lhe sustenta.
Ama o gostar qualquer coisa,
simplicidade fajuta conformada,
sem mulher, sem filho verdadeiro,
no interior da madrasta nuvem que some ao meio-dia.
Pois digo, seu menino,
te beijo, te guardo, te livro...
te mato, te esqueço, conto da carochinha.