Olhão nessa página

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

d'uma coisa

Não te dirijas à mim, cuja intenção não for transformar-me, ourives.
Cantarolando manhã arrastada por madrugada, frio e sonolento,
bêbado e interrogado em vácuo.
Desdobras língua-muda, sufoca o esôfago deitado, acidentado, próximo de deus,
cruzou as mãos, safou-o do medo da sombra que surge em oeste.
Eis que vingar sejas teu desejo,
que tuas mãos,
tortuoso e fedo,
sabido do que te mata próximo de árvores em tempos de chuva, rojão.
Maritalmente teu amor se rejuvenesceu, do pó, fênix, alada em brasa,
tua companhia padeceu na idade.
Agora, tão só como um rabisco numa parece branca,
se arrisca caçar ventres de segunda viagem,
açoitado derrubado na valeta, busto fraco,
semente mal plantada, devagar cresce pra morrer.
Susto! Alagou o chão, deslizou em óleos,
apartou-se a si para não perder,
porém, de agora, de depois, d'otrora,
vindo eu vou, seguindo os passos que farei.