E se eu ciumar de você?
E se eu ficar de guarda em frente aos seus frequentes lugares?
E quando eu não for mais coerente?
Ficar jogado em qualquer
lugar vendo o ano passar “voando”
e ainda ouvir as paranóias que eu mesmo
cogito?
E se for amor?
E se for alucinação?
Paro com os entorpecentes?
E por que devo parar de usar ‘à’
crase?
São desejos e prosas divergentes.
Caminhos bem finitos, em
horizontes verticais,
prédios e árvores também.
Orgulho de benzer sua mão,
tocar seus cabelos e me embriagar nos nós cheirosos que ficam do vento.
Tomar
água do rio por ser cristalina
e transformar todas as neologias em verbos
e os
verbos intocáveis nos seus infinitivos.
Então...
gritando em sussurro o quanto esse romance comigo
mesmo reflete na imagem que criei de você,
você apenas se levanta,
esperneia e
me diz que vamos orar pequenos pedidos para o nosso ano que ‘Amar-te-ei...’
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