Olhão nessa página

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Monossílaba(Se)


E se eu ciumar de você? 
Possuir suas imagens e querer tê-la só pra mim?
E se eu ficar de guarda em frente aos seus frequentes lugares?
E quando eu não for mais coerente? 
Ficar jogado em qualquer lugar vendo o ano passar “voando” 
e ainda ouvir as paranóias que eu mesmo cogito?
E se for amor? 
E se for alucinação?
Paro com os entorpecentes? 
E por que devo parar de usar ‘à’ crase?
São desejos e prosas divergentes. 
Caminhos bem finitos, em horizontes verticais, 
prédios e árvores também. 
Orgulho de benzer sua mão, 
tocar seus cabelos e me embriagar nos nós cheirosos que ficam do vento. 
Tomar água do rio por ser cristalina 
e transformar todas as neologias em verbos 
e os verbos intocáveis nos seus infinitivos.

Então... 
gritando em sussurro o quanto esse romance comigo mesmo reflete na imagem que criei de você, 
você apenas se levanta, 
esperneia e me diz que vamos orar pequenos pedidos para o nosso ano que ‘Amar-te-ei...’