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segunda-feira, 4 de agosto de 2014

A falsa Humildade e o Falso Altruísmo

“E lá vamos nós...”
Mais uma prosa polêmica! Só que dessa vez, meus caros leitores, vamos falar sobre um assunto não discutível, pelo menos não que eu saiba: A humildade e o Altruísmo em suas verdadeiras faces, perante seu real sigficado e sua distorção pela ótica humana disseminada.
Sem muita tautologia comecemos “humildemente” pela palavra Humildade:
Etimologia: Do latim- Humilitas, atis.
Significado: MODÉSTIA; SUBMISSÃO; INFERIORIDADE.
Pra começar, podemos concordar que, de acordo com seus significados, com exceção de “Modéstia”, não há como alguém descrever isso como característica de alguém ou de si próprio. Até mesmo “Modéstia” é um termo inexistente, no que se referir ao mundo corrompido de hoje, onde a estratégia emocional para impressionar alguém é o que conta.
Como assim? Sendo mais detalhado, Modéstia é ausência de vaidade e todos nós, principalmente agora com a difusão das redes sociais, onde todos nós propagamos nossos dotes, sejam eles quaisquer que sejam(musical, físico, aparente, intelectual, financeiro, etc e etc), somos adeptos do Eufemismo para abrandar uma característica pessoal para ouvir mais elogios sem querer parecer um Tony Stark(“Filantropo, Gênio, Milionário e playboy.”) da vida.
Enfim, vemos que, mesmo sem explicação dos outros dois significados de Humilde que ninguém se dispõe a tal papel, mesmo que, principalmente, a igreja cristã prega isso da forma mais gritante que possa existir. Você pode ser a pessoa mais rica ou o mais miserável, mas esse papo que é humilde não vai mais colar. Somos humanos e queremos igualdade, mas isso não significa que devemos ser menos do que somos ou mais do que podemos para estar num patamar ilusório social, aliás, esse papo de socialismo só era moda na época de Karl Marx e Engels, porque hoje é coisa de #Poser. Queremos viver voluntariamente nessa desigualdade sempre almejando, cobiçando mesmo, as coisas alheias num anseio de estar atualizado com esse mundo autônomo.
A parte que mais me agrada agora especialmente para vocês: O Altruísmo!! Tcharaamm!!
Será que depois da explanação sobre Modéstia, ainda acham que existe esse tal antônimo de Egoísmo, que por sinal é um sentimento verdadeiramente legítimo?
Egoísmo é pôr suas necessidades pessoais ou não em primeiro lugar em detrimento do meio ambiente e das demais pessoas. Agora dê uma cuspida no chão de onde estiver depois de ler algo asqueroso como isso. Bem, agora deguste de se imaginar o contrário disso, ou seja, sendo altruísta.
Altruísmo:
Etimologia: Do Francês Altruisme.
Significado: Tendência natural do indivíduo que se preocupa com o outro e, embora seja espontânea, precisa ser aperfeiçoada através da educação positivista, evitando os instintos relacionados ao egoísmo. 
Não querendo ser pretencioso demais ou presunçoso, mas somos um tanto independentemente autossuficiente emocionalmente que tentamos, raras ou difíceis vezes, ajudar alguém, em sua porcentagem considerável, nas eventualidades corriqueiras que nos pegam de surpresa, como um mendigo em frente ao banco, um desempregado com a mãe no hospital sendo pedinte em um ônibus interurbano, um vendedor de bombons que solta aquela velha e decorada fala na tentativa de nos fazer rir...ops! emocionar. Quem quer que seja, pedinte ou um amigo/parente, ajudamos e ajudamos de bom grado, mas o que deixamos passar despercebido é que precisamos fielmente nos sentir bem com isso, transformando o sentimento num rebote instantâneo compensando o esforço mínimo que seja que alimenta seu próprio ego. Isso é egoísmo? Deixo-lhes a mercê de escolher se é ou não, mas de qualquer forma é discreto, sendo um sutil sentimento agradável de qualquer forma e que seja bem vindo.
Há um filme, protagonizado por Jim Carrey chamado, no Brasil, “Sim, Senhor!”, que relata um homem em que sua vida perde o sentido eficaz de seu dia-a-dia, então a história enrola e ele assiste um palestrante que fala sobre o poder da palavra: Diga “Sim!” para todas as oportunidades que as postas se abrirão!
É tipo isso. E então ele acaba ajudando muitas pessoas, inclusive a empresa de empréstimos que trabalha a lucrar e ter a maior porcentagem de clientes satisfeitos e fiéis mensalmente. Depois de muito enrolar, sua vida começa a dar certo em todos os aspectos, mas isso se deve ao objetivo de dizer “Sim” para tudo, por mais que refletisse nas pessoas alheias.
Somos todos esse personagem. Queremos fazer o bem, direta ou indiretamente para termos nosso retorno emocional, financeiro ou seja lá qual o lucro que venhamos ter, mínimo ou grandiosamente.


Mas não desacredite na vida e também não siga o papo de “Ofereça a outra face.”. Isso é papo pra tradições obsoletas.

A la movie...

Estivera aqui em algum momento... 
dizendo palavras ou escrevendo-as. 
Repetindo lâmpadas de ideias boas e ruins, 
gesticulando sinais, 
azucrinando com gritos ensurdecedores e no fim da tarde os sinos batem: São seis horas!
Tão redundante quanto esse amor que houvera...
“É apenas uma canção...” 
me disseste com a seriedade com que se deitas nos outros braços. Menospreza com tanta convicção tudo o que propus.
Ah, Você sabe que é minha razão de exceção, 
que me faz assistir uma nuvem cinzenta passar lentamente com a beleza de uma neve recém chegada.

Essas são poucas palavras, 
são as que não sabem te fazer bem, 
que não sabem te coagir a pensar o mesmo que eu. 
São como eu...

Ufania

Acalme-se, pequeno e doce fidalgo...
Esta noite pedira um pouco mais desse soneto insolente que azucrina os maus gostos enquanto sorris de longe me excitando e alterando meus sentidos desordeiros, inquietos em seu auge.
Como amo-te, senhorio, no meu pequeno tributo carregado de tuas imagens pensadas. Fiz-me mulher, adornei-me frutiferamente desejável, de campos abertos sem ingênuas palavras, fui pseudônimo Marie com sotaque francês... só pra espiar teu sorriso novamente pelos cantos que de tão longes, me escapava das vistas.
Essa madrugada pedira um pouco mais de calmaria e menos sobriedade.
Ah, garoto dos cabelos mutáveis, aprendi a escrever para te enviar cartas, desencantei com poesias para não pensar muito e escrever mais, como quem fala em prosa e denota símbolos obscenos e ao mesmo tempo romancistas.
A seguir teu corvo atravessará as ruas da Paris de seu nome, dos séculos anteriores, das putrefações que banhavam as alamedas não floridas, entregará o poder negável desse amor que tenta se corrigir, mas ainda estaremos há léguas desse desprezo que sabemos que há.

Sabe... hoje, silenciando nossos papéis, degusto dos teus lábios avantajados e tiro proveito do teu corpo que me provoca irritação por não saber se sempre será meu. Poetiza minha, das poucas palavras que jogastes no meu peito, te entrego tudo que do melhor houve, falei, queria ter podido estar e ser, mas o demônio que há em mim te confunde nas minhas muitas inverdades que das tuas hipérboles crio eufemismos.

Explicação partidária

Aprenda a cantar sem sua presunção pretenciosa, usufrua de sua voz desafinada e maliciosa. Desista de precisar de respostas, queres o romance detalhado e decifrado, quando o que mais se precisa é da vida ‘desroteirizada’ durante nossas corridas de desencontros.

Negue tudo o que vivera junto à mim, com esse mau-caráter impregnado nas suas roupas fora de moda. Inunde-se no seu próprio paladar de pratos visuais. Odeie-me com tudo o que puder porque dessa vez deixarei, em meio aos lacrimejados pesares desse fim, o que mais gostaria de ouvir, só que em público teatral.

Ouça os cantares agudos dos apitos para o toque de recolher e não despreze as ordens hierárquicas explorando ainda mais sua ufania dourada. Você ainda preferirá parar de andar com seus olhos de um lado para outro relendo palavras, falo das novas, pois as velhas estão espalhadas em inúmeros cofres do seu rancor, principalmente atrás de seus olhos.

Bem, não é muito como pensei à dizer, mas se algum dia pensares se me arrependo de tais palavras, te refuto e te culpo por invadir-me contra minha vontade e me isolo indulgenciado para teu desprazer.


São meus desafetos em votos, são minhas não razões, são meus contrários, são a minha ira por te ter só em indiretas e metáforas, não sabendo amar-te como um verdadeiro ator de romances, mas como um humano trivial e boêmio.