Acalme-se, pequeno e doce fidalgo...
Esta noite pedira um pouco mais desse soneto insolente que
azucrina os maus gostos enquanto sorris de longe me excitando e alterando meus
sentidos desordeiros, inquietos em seu auge.
Como amo-te, senhorio, no meu pequeno tributo carregado de
tuas imagens pensadas. Fiz-me mulher, adornei-me frutiferamente desejável, de
campos abertos sem ingênuas palavras, fui pseudônimo Marie com sotaque
francês... só pra espiar teu sorriso novamente pelos cantos que de tão longes,
me escapava das vistas.
Essa madrugada pedira um pouco mais de calmaria e menos
sobriedade.
Ah, garoto dos cabelos mutáveis, aprendi a escrever para te
enviar cartas, desencantei com poesias para não pensar muito e escrever mais,
como quem fala em prosa e denota símbolos obscenos e ao mesmo tempo
romancistas.
A seguir teu corvo atravessará as ruas da Paris de seu nome,
dos séculos anteriores, das putrefações que banhavam as alamedas não floridas,
entregará o poder negável desse amor que tenta se corrigir, mas ainda estaremos
há léguas desse desprezo que sabemos que há.
Sabe... hoje, silenciando nossos papéis, degusto dos teus
lábios avantajados e tiro proveito do teu corpo que me provoca irritação por
não saber se sempre será meu. Poetiza minha, das poucas palavras que jogastes
no meu peito, te entrego tudo que do melhor houve, falei, queria ter podido
estar e ser, mas o demônio que há em mim te confunde nas minhas muitas
inverdades que das tuas hipérboles crio eufemismos.

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