Olhão nessa página

sábado, 14 de julho de 2012

"Marília" literária

Ondas de som atravessando as paredes a chegar nos seus ouvidos.


Sombreados vultos que transtornam o bem-me-quer.


Súbitas críticas alheias, promessas em fotos implorando pena.


Agora você escolhe entender tudo, mas nunca fora tarde,


e nós estamos na metade, parceiro, pra aventurar nesse otimismo que tanto ouvimos falar.


O nosso crime foi consumado,


nossas besteiras ainda são nossas,


mas sabe... ainda não é o fim! Ainda há esse vão que precisamos completar.


Beija-me, cara, me deixa sentir essa volúpia que tanto imagino,


interpreta esse meu jeito, sagaz e bonito entregou-se ao meu siso,


e sabe, você sabe...


Hasta...

As prosas acabaram, de um jeito meio monologado,
porque ouviu-se palavras de desafeto.
Agora, com mente tarjada que mente sempre,
sentou-lhe estapeados palavreados sem calão.
Menino moço, sem pudor, sem razão,
sentiu-se, mimado, ofendido sem ter esse direito.
Pena de ti, garoto, que perdeu o jogo,
mas soube continuar frio, e isso não te trouxe o menor conforto,
enquanto teus passos cabiam na mala, agora cabem no bolso.


(...)


Toca Beatles no teu toca-fitas, e você imagina um novo amanhã,
mesmo sabendo como pode ser,
mas não custa nada, certo?
Cabelo pouco, cheiro de tabaco, 'ela' sumiu dos seus sonhos,
mas volta...
A verdade pulou a cerca e te deixou na mão,
assoberbado de insultos que esfregara no carpete,
você analisou a questão e optou a errada. 
Agora, bicho-grilo, lamente mesmo,
porque o que te espera já passa pelo teu compreendimento...
não foi a primeira e nem vai ser a ultima!
[...]