Você ainda é jovem, no auge dos seus vinte e alguns poucos
anos.
Vive subindo em árvores com galhos frágeis,
esfola as pernas e cura com
lama.
Conversa sobre amigos, festas, acontecimentos corriqueiros e sexo.
Vive se queixando por não conseguir o que lhe oferecera
alguém e,
sem menor esforço, fica triste/frustrado.
Quer alcançar metas sem
fazer planos.
Ainda é cedo, bicho grilo, só saiba voltar pra casa.
Você se
perde no tempo entre a bebedeira de alguém e a sua.
Pensa_”O que eu fiz ontem a
noite? Quem dormiu comigo?”
Agora é tarde, estou há duas décadas longe de você,
sentado
num banco esperando a tal linha tênue quebrar bem entre o sucesso e o
comodismo.
Seu príncipe está vindo andando, porque andar é romântico e
perde-se mais tempo,
aliás, pra que a pressa, parceiro?
Uma hora os sinos na sua cabeça vão tocar e você vai querer
se casar
e deixar de lembrar que fomos amores,
que brincávamos de mestre e
aprendiz, mas eu...
eu só reaprendi a parar de olhar pra frente
e conjurar
pensamentos excitantes antes de dormir num calor infernal.
Meus tênis sujo está “ensacolado” próximo aos quadros que
pintei escutando Luciano Pavarotti...
Vai seguindo, cara,
o caminho é mais fácil pra você,
enquanto sua virilidade sabe o que vai controlar...