Vulnerabilizado em virtude de nada,
o céu de chuva não pertence mais ao mês de março.
Aliviado ao ouvir você dormir ao som da chuva,
eu percebi que não há nada que eu não fizesse por você.
Perdidamente eu subi aos céus e de cima o chão é pequeno e perigoso,
enquanto eu ludibrio a mim mesmo eu só caio na sua frente
com pouca roupa, descalço,
mas você está confortável nos lençóis azuis, vermelhos, grossos e finos,
e eu não sei mais dormir sem pensar em não rejuvenescer.
Vivi o suficiente para saber que não conhecerei todos os tons das cores de cór,
mas tempo o bastante para perceber que você dorme bem
durante a minha própria guerra,
mesmo que ensaie a mesma peça, dentro das mesmas falas, com seu figurino intacto,
e um aspirante a protagonista diferente sazonal.
