Olhão nessa página

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Mim

Tornamos-nos tão jovens nesse tempo
 que retrocedemos quando estamos juntos.
Suas mãos ainda são as mesmas e o cheiro, 
ainda de saudades.
Parei meus pés junto ao portão da sua cabeça 
que funciona do mesmo jeito fantasioso 
e responsável, 
mas que de avassalador... 
ah, nem sei o que dizer.
Sua voz em semibreve 
nos quatro tempos 
me desliza na partitura das tuas mãos.
Ao encontro dos nossos desencontros frequentes, 
eu te desejei muito, 
mas acabei voltando ao zero.
Sempre chove dentro dos nossos olhos 
fazendo-os brilharem 
quando escutamos o som dos nossos beijos,
da canção do romantismo que se preserva no momentos bons 
e o resto é só parte da encenação dos anjos.
As razões pelo qual tudo não está ou está foi fatal, 
estava escrito nos erros 
que o indigente despenteado cometera.

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