Está faltando inspiração nesse momento, não está?
Caído sobre a cama, querendo estar sob. Quando criança, mais
fácil de se caber.
Andamos no caminho de árvores afinadas, que palhetam o vento
produzindo os melhores arranjos. São músicas ou são sensações passadas? Você
costumava me afagar nesses momentos, mas está tentando sair da minha cabeça
primeiro, de onde nunca deixará de ser ideia.
São dois pontos, dois métricos pontos agudos ou... nada!
Confuso como o derramar de bebidas heterogêneas num mesmo
recipiente, você se envolveu no meu corpo e pretendeu ficar comigo, em mim.
Agora somos amores, agora somos nós em momentos distintos.
E as fotos, pessoa? E as fotos pessoais? E as fotos de
pessoas e sem pessoas?
As memórias se fragmentam em perder o viver do momento para
gravar, não mais na fotografia da lembrança, mas na imagem copiada. Ainda
lembramos do vento? Lembramos do cheiro? Da música que tocava quando
respirávamos aquele ar daquele dia que já deve estar bem longe no tempo?
Eu já nem conheço tantas músicas assim, prefiro inventar ao
cantar para minha filha cantigas de ninar, de roda e de amores fraternos.
Seu diário empoeirou, sua memória superlotou, seu dia
findou. Se chegue mais perto, estaremos ouvindo a mesma pisada forte na madeira
do chão e de mãos dadas, olharemos o tempo se fechar com a chuva que se
apresenta na temperatura que diminui.

Nenhum comentário:
Postar um comentário
ThNx