Eu lembro que estaremos sentados no fim de tarde...
São os planos, os mesmos que acabaram conosco quando nos
dividiram ao crescer nessa paródia que catalogamos como vida.
Vendemos nosso almoço porque pretendíamos continuar bêbados nesse dia quente, apenas mais uma opção coerente com o fato de uma despedida prolongada com trajetos refeitos.
Vendemos nosso almoço porque pretendíamos continuar bêbados nesse dia quente, apenas mais uma opção coerente com o fato de uma despedida prolongada com trajetos refeitos.
Alugamos algumas almas, sentados deslizamos nossos pés na
película daquela água suja e pensamos no começo de tudo, caímos num riso infinito
e molhamos nossas faces para esconder a emoção nos respingos que adornaram
nossas expressões... de alguns alguéns tonteados e mal cheirosos de tabaco.
Caia nessa vida de peito, meu caro, mande um abraço para o
deus Baco, me diga o horário da festa que surtiremos o efeito mais eficaz, o
mesmo de sempre em lugares, com pessoas diferentes.
Eu lembrei que sentaremos onde estamos no fim da noite...
Me diga, com uma mão na viola e a outra com um copo de
cachaça e um mentolado entre os dedos, que se passar muito tempo, voltaremos ao
início do porre onde ainda conseguimos lembrar vagamente.
Sabe, velho, hoje eu lembrarei que no ontem pela manhã
estávamos sentados num quiosque qualquer medindo a hora com o claridão do sol
que se aproximava do balcão: Acho que já é hora de ir, de dormir, pois a noite
poderemos nos deparar com mais um round desses.
Um abraço te deixo, dispenso as imoralidades que se propagam
da tua boca, de praxe e te digo que não sobrou mais nenhum cigarro depois de
tudo isso. Amanhã(depois de dormir) pensaremos num outro propósito ou desculpa
para mais um maço.
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