Olhão nessa página

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

d'uma coisa

Não te dirijas à mim, cuja intenção não for transformar-me, ourives.
Cantarolando manhã arrastada por madrugada, frio e sonolento,
bêbado e interrogado em vácuo.
Desdobras língua-muda, sufoca o esôfago deitado, acidentado, próximo de deus,
cruzou as mãos, safou-o do medo da sombra que surge em oeste.
Eis que vingar sejas teu desejo,
que tuas mãos,
tortuoso e fedo,
sabido do que te mata próximo de árvores em tempos de chuva, rojão.
Maritalmente teu amor se rejuvenesceu, do pó, fênix, alada em brasa,
tua companhia padeceu na idade.
Agora, tão só como um rabisco numa parece branca,
se arrisca caçar ventres de segunda viagem,
açoitado derrubado na valeta, busto fraco,
semente mal plantada, devagar cresce pra morrer.
Susto! Alagou o chão, deslizou em óleos,
apartou-se a si para não perder,
porém, de agora, de depois, d'otrora,
vindo eu vou, seguindo os passos que farei.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

"Afinal, ninguém é perfeito, certo?"






Esses dias parei pra pensar nessa expressão tão figurativa, pessimista ou, pra alguns, realista: "Ninguém é perfeito, certo?"

Bem, de várias formas podemos interpretar essa expressão, mas para esclarecer para mim mesmo, pois ninguém pediu minha opinião(rsrsrs), vou explanar o que acho.

Pense em uma pessoa que demonstra antipatia por você, pois você se destaca na área de trabalho, tem bons amigos, é amado por todos os seus familiares, mas esse dito-cujo não 'te gusta'. Este indivíduo não tem motivos aparentes, o santinho dele não é da mesma laia sua. Pensou?
Agora pense numa pessoa que você não gosta, porque age com irresponsabilidade, é rodeado por outras pessoas que tem características desse meio social, bebe quase toda noite, não trabalha, é de família sofisticada. Pensou?
Esses dois brandos exemplos demonstram a relatividade, é isso mesmo, essa é a palavra, relatividade, que se distribuem nos gostos das pessoas: Alguém que você gosta, outros podem não gostar e vice-versa. Então dizer que alguém não é perfeito simplesmente porque, NA SUA/MINHA OPINIÃO, ela faz algo que não gosto seria partidarismo, no bem dizer, não seria uma opinião unânime pra se tornar fixa.
Temos braços, pernas, falamos, enxergamos, pensamos, escolhemos, esses são alguns dos exemplos da perfeição que possuímos.
Olhando por outro lado, pense em alguém mudo, surdo, cego, sem um braço, sem uma perna, ou qualquer outra característica que falte fisicamente. Esta pessoa sendo rica, pobre, bacana ou chata, será sem braço em qualquer situação. Isso, de forma física e fixa para qualquer um é imperfeição. Mas sendo racional sensatamente, seria audacioso e insensível da minha parte dizer isso por alguém possuir uma falha genética ou ter perdido parte de si num acidente. 
Digo-lhes, a perfeição está no ser humano sendo físico, característico ou tanto faz, a relatividade sempre existirá enquanto houver opinião provida de sabedoria.

Levando em consideração

Levando em consideração o fato que o homossexualismo é genético em grande parte das vezes, sem contar as decepções amorosas ou constrangimentos em uma relação que levam, algumas outras vezes, a procurar compreensão de uma pessoa do mesmo sexo. Podemos dizer que não é, logicamente, uma opção, ou seja, julgar, principalmente quando o remetente é a religião, é pura ignorância intelectual.
Mas... levando em consideração o argumento religioso que a opção sexual não é pecado, mas a consumação de uma relação, seria desrespeito com nosso próprio corpo boicotar, ao invés de sucumbir, os desejos naturais de reações químicas que nosso corpo precisa dissipar.
Bem... levando em consideração tudo isso, relacionando focadamente na religião, seria um erro do sistema divino? Pois o Cara quem criou a genética.
O pecado deve ser pensado relativamente por cada um e dividido quando for pra dialogar e chegar em um consenso.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Não é mais do mesmo jeito

Tivera vários sonhos durante a noite,
pesadelos que prendem o acordar,
sonhos que iludem e entristecem a vida mortal.
Ele faz aniversário dentro da mente do quarto,
ouve a batida das mãos nas pernas, 
procura algo pra fazer e logo se desmotiva.
Falando sobre estrelas de branda luz,
de tinta seca, venho de muletas carregando essa alma,
pesada e cansada.
Agora, aninhado no fim desse dia,
clareia a renovação de estar sozinho quando já afastou tudo...
tudo o que não soube ficar.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Cafusa


Sopra café, esfria vida e acende cachimbo.
Batente corrido, dia lento merecendo uma sangria barata.
“Acho que vai chover” Pensa a anciã do bairro Caldeiras
enquanto, com astigmatismo e miopia de brinde, força ler fundos de xícaras sujas.
A manhã clareia com lâmpadas incandescentes às 5 da madruga,
os galos morreram na panela de pressão da bisavó.
Pose de madame, diz seus ‘pobremas’ pra... pro... seu menino,
aquele mesmo que perambula dia e noite, ninguém sabe onde dorme.
A vida acabou às 19hs hoje, domingo,
e a senhora precisa dormir pra sobreviver à próxima semana, dona...

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Ofuscante


Precisava de uma aventura, de uma paixão juvenil que me tirasse os pés,
não do chão, mas daquele buraco no que nos jogamos.
Acabara de ter sua prova,
não sabíamos nos administrar,
queríamos o muito que sabíamos que era certo, mas como alcançar?
Estivemos um ao lado do outro como Romeu e Julieta
e às vezes como cão e gato, mas foi no aperto que te desmembrei do meu peito,
por não querer te amar com alguma raiva.
Mas na saudade dolorosa você me sonha,
você me tem, você não sabe se me perde ou se perdeu-se.
Essa terceira pessoa me parece uma auto biografia....
Essa tal prosa me parece chorosa...
E esse brando filme que me passa protagonizando,
acabou com um pé pra segunda parte.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

...

Agora que tudo fugiu na direção da rosa dos ventos, 
engatinhamos com a mesma frequência.
Saia debaixo dos lençóis, minha criança, 
eu vim te proteger essa noite.
Pensamos que seria fácil... pelo menos eu.
Nunca ouvimos palavras de desafeto em dias consecutivos,
mas amamos o rumo que deveria ter tomado.
Acostumei-me com seus sapatos lada a lado na porta,
sua delicadeza ao comer.
Sua demora me irrita quando não existe.
Está melhor agora? Não! Mas agora eu estou ocupado demais,
pensando em não pensar...
e ... fim! Conto superficial que carrega o que há dentro...

terça-feira, 31 de julho de 2012

Entranhas

Se houvesse de ser, ser maligno,


seria, saberia, honraria-me à mim.


Vento desordeiro que bagunça as folhas que juntei;


Cabana plastificada, mundo capitalista complacente;


Vilarejo sem nada pra fazer,


junta alfafa e planta como se enterra pra sumir em fumaça.


Sinta-se, use-se, infiltre-me nos seus planos,


caiba-nos nos planos sublimes que alguém lhe prometera.


O rio da vida secou, a correnteza é tempestade de areia


e a gente morre devagar pra dificultar mais as coisas...


sábado, 14 de julho de 2012

"Marília" literária

Ondas de som atravessando as paredes a chegar nos seus ouvidos.


Sombreados vultos que transtornam o bem-me-quer.


Súbitas críticas alheias, promessas em fotos implorando pena.


Agora você escolhe entender tudo, mas nunca fora tarde,


e nós estamos na metade, parceiro, pra aventurar nesse otimismo que tanto ouvimos falar.


O nosso crime foi consumado,


nossas besteiras ainda são nossas,


mas sabe... ainda não é o fim! Ainda há esse vão que precisamos completar.


Beija-me, cara, me deixa sentir essa volúpia que tanto imagino,


interpreta esse meu jeito, sagaz e bonito entregou-se ao meu siso,


e sabe, você sabe...


Hasta...

As prosas acabaram, de um jeito meio monologado,
porque ouviu-se palavras de desafeto.
Agora, com mente tarjada que mente sempre,
sentou-lhe estapeados palavreados sem calão.
Menino moço, sem pudor, sem razão,
sentiu-se, mimado, ofendido sem ter esse direito.
Pena de ti, garoto, que perdeu o jogo,
mas soube continuar frio, e isso não te trouxe o menor conforto,
enquanto teus passos cabiam na mala, agora cabem no bolso.


(...)


Toca Beatles no teu toca-fitas, e você imagina um novo amanhã,
mesmo sabendo como pode ser,
mas não custa nada, certo?
Cabelo pouco, cheiro de tabaco, 'ela' sumiu dos seus sonhos,
mas volta...
A verdade pulou a cerca e te deixou na mão,
assoberbado de insultos que esfregara no carpete,
você analisou a questão e optou a errada. 
Agora, bicho-grilo, lamente mesmo,
porque o que te espera já passa pelo teu compreendimento...
não foi a primeira e nem vai ser a ultima!
[...]

segunda-feira, 25 de junho de 2012

the end

   Corre,
         sofre,
                apressa,
      enterra,
                    poxa vida!
          Nasce,
                        Vence,
                     instinto,
           vacilo,
        grande coisa!
      Saiu,
                       desapareceu,
          pariu,
     arrimou,
    ades manso...

Sertanilson


Guardei o solo seco bem próximo ao meu medo de criança:
Caiu-se no poço do senhor sertanejo,
cabra arretado de butina empoeirada no piso rachado,
engraçando o tesão de estar vivo em integridade 'caixotada' na
ignorantemente falada "fuleiro".


De burro velho solto,
lambe o beiço seco,
linguada branquejada,
senta e espera chuvisco pra alagar o seu "aleluia" de todos os dias.

Fretado pelo capiroto, ganha o salario que a bíblia lhe propõe,

sem dízimos, sem riquezas, A palavra lhe sustenta.
Ama o gostar qualquer coisa,
simplicidade fajuta conformada,
sem mulher, sem filho verdadeiro,
no interior da madrasta nuvem que some ao meio-dia.


Pois digo, seu menino,
te beijo, te guardo, te livro...
te mato, te esqueço, conto da carochinha.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Foi pouco, mas foi deles...

Ela, sacerdote da má sorte,

adorou o amor que apresentou-lhe o tempo e a ocasião.

Sentiu-se bem e leve, como há muito não sentia-se,

enquanto o homem qualquer com rosto liso

enfrenta seus próprios temores com um egoísmo acentuado.

Seguraram as mãos sem preocupações durante toda a tarde,

durante suas horas decorrentes não trocaram palavras,

apenas beijos, apaixonados... 

Tudo tarde, cedo, tanto faz,

a ansiedade que os consumia era gostosa de se sentir mesmo no inverno.

Hoje, onde os caminhões passam, cantam pelas poucas curvas dos ventos

as mesmas cancões que contam aquela história dos jovens.

Arrependeu-se por bastante tempo,

mas nunca soube o que se passara em sua mente,

insano e sem motivos, cativou a ampulheta que carrega um limite.

Hoje, depois de anos, aquela areia não atravessa mais e os modos,

revirados de ponta cabeça,

não voltam para aquela beijo alegre antes do amor que "te adoro".

terça-feira, 19 de junho de 2012

Dê-me

Ele chorou, sentou em meio a pista Br(qualquer).
Chuva forte e o sol escondendo-se para não iluminá-lo.
Maldito mortal com saúde de touro,
escreve seu roteiro nos papéis de pão rosa que lhe sobraram, mas escreve a lápis,
pois precisará reutilizá-los...
Tatuou 'reticências' em seu braço esquerdo,
mas sua vida é um 'ponto-seguida' que não dá pra saber identificá-lo,
mas o 'ponto-final' há de derrotá-lo e isso não vai ser hoje.
Podendo caber dentro dos seus sonhos solteiros, "poligamizou" seus desejos artísticos.
O dia "invernou" durante algumas semanas e ele deita sob retalhos de papelão e ouve mentalmente suas músicas mais profundas.
Lembra que só precisa do pouco,
e que a necessidade é psicológica depois que inventaram a sociedade,
mas o garoto sabe correr descalço na rua de paralelepípedos,
grandioso!
Ele sabe sofrer com rosto sério e esvazia suas veias para o vampiro poder viver,
mas a imortalidade que surgiu está quase acabando,
porque depois, rapaz, ele vai usufruir da vida com cuidado por mais uns cinquenta e tantos anos...

Até que o fim

"Não minta!"
Admita!
"Não o rogo!"
Suas palavras...
"Eis-me por suas marcas ao chão em degradações!"
Seu pensamento...
Você o louva, você o ensurdece com gritos, retumba e não o polpa, mas além do que decretou que pode, o finaliza elegantemente...
Em dores não demostra impotência, valente e corajosa, não deixa o pensamento soprar aos ouvidos alheios, sabe fingir o sorriso à vitória, desisti em palavras ofegantes.
Mas isso frustra, mas isso acaba, mas isso mata... o desejo desce pelo ralo junto a água com espuma que te lavou o nojo incrédulo pelo poder descontrolável dos soberbos.

Valentine's day

Era a caixa de bombons que estaria na tradição, mas eu preferi mudar...
06:15am - 12/06
Levanta devagar o sonolento apaixonado e caminha até onde a rosa solitária se encontra. Carrega até a amada que abre os olhos cansados e sorri com surpresa e nos seus ouvidos sussurrou_"Eu te amo muito!"_desenhou seu rosto com carícias e um abraço...
08:45am
Tapioca, chocolate quente e gelado, salgados e um café dos deuses, só nós dois...
09:00am
Levanta da mesa e caminha sob o sol que te renova, segura minhas mãos e me deixa seguro, em nossas mãos duas canecas de cerâmica e o nosso simples ato nos une...
12:07pm
Almoço em casa, assistindo um pouco de tv e em seguida te levo para o quarto onde te mostro nossa interatividade_um quadro em branco, pincéis, tintas e nossa criatividade está saltando.
Intervalo qualquer-Brigas alheias em tentativas frustradas de interagir.
18hs e alguma coisa de minutos...
Um filminho agradável para descontrair e te levo para o quarto onde, como surpresa, você me retribui um sorriso magnífico ao ver aquela cesta com bombons, urso de pelúcia, porta-retrato e um bilhete de amor.
Te seguro a mão, te passeio num sorvete e palavras a caráter desse teu dia, te abraço, te beijo e o dia finda com braços contornados em nós numa noite fria gostosa e "boa noite, eu te amo".

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Temp'estade

Amargamente sem palavras. Gosto ácido na boca.
Ela goza de direitos e despreza as possibilidade_tudo à seu modo!
Vire e sopre essa poeira da mesa, respire a sua sujeira e olhe dentro do cano da arma.
Venha nessa direção_a do som_gaste sua pobre audição seletiva, vagabundeie nos mais ridículos becos da sua mente e venere esse lar, esse com a luz para fora.
A vela não chameia em qualquer lugar, eu suspiro "aleluia" em pessoal momento e deslizo o chão molhado, ganho o seu olhar de canto, seu desapego é instigante.
Engraçado como nada disso te toca, como tudo que te toca é material... a vingança tem pouco de você, cara, então, salte do penhasco mais milimétrico e me ligue no outro dia porque eu vou querer te tomar esse sofrimento... você sempre soube que eu nunca te veria cair!

terça-feira, 29 de maio de 2012

Oasis/Miragem?



E hoje a vida sobrepõe suas hierarquias sobre nossas cabeças, nada mais natural. Caem estrelas de baixo para cima comemorando as mortes do inimigo, feriados de santos desconhecidos e pagãos/hereges nos bueiros escondendo-se da inquisição globalizada.
Seus olhos enchem-se de lágrimas glossolálicas, você sustenta sua alma, mesmo sem acreditar, num templo coberto de dogmas. Gratificações insignificantes para os que cospem na sua comida com tanto gosto que você o agradece achando estar sendo um burguês autruísta.
O amor perde seu valor, seu mau uso deriva do branco de olhos verdes e status notável, mas os menos favorecidos não sabem onde encontrar esse amor tão filmografado.
Fichas de apostas na mesa do bar, espíritos desgastados, enquanto os riscos que cortam o céu nos feriados queima o ar que eu respiro nesse momento, mas a vida... Ah, a vida! Ela continua sendo a culpada nos textos que nós, homens, escrevemos...

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Sonho de novo...

Você está brava comigo?
Eu quero me casar com você, quero você...
Mas você queria que eu morresse e machucou demais sentir sua ira.
Mas você estava linda, maravilhosa no seu vestido branco, seus cabelos longos negros, como da primeira vez que a vi. Pele macia e branca, corpo suave... ah, suspiro_te amo!
Você estava tão perto, mas eu me afastei, não sabia te reencontrar.
"Ela", amar-te-ei até não saber mais...
Calma! Eu estou aqui, amor meu. Sou seu... minhas palavras são suas, as melhores!
Você parece estar próxima a existir e eu, apaixonado, deixo de sofre na minha mortalidade.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Líbido



Ama teu consciente que ele te absolve de mim,
sarcasticamente um súbito momento de fraqueza
e você fala baixinho o que eu amo detestar.
Olha... me deixa um pouco de afeto nesse ar periculoso,
porque meus intitulados fascínios dormiram antes de sair.
Você ainda chora na minha chegada?
...esta infeliz incoerência é uma feliz expressão do que há entre mim e não sei quem mais!