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terça-feira, 19 de junho de 2012

Dê-me

Ele chorou, sentou em meio a pista Br(qualquer).
Chuva forte e o sol escondendo-se para não iluminá-lo.
Maldito mortal com saúde de touro,
escreve seu roteiro nos papéis de pão rosa que lhe sobraram, mas escreve a lápis,
pois precisará reutilizá-los...
Tatuou 'reticências' em seu braço esquerdo,
mas sua vida é um 'ponto-seguida' que não dá pra saber identificá-lo,
mas o 'ponto-final' há de derrotá-lo e isso não vai ser hoje.
Podendo caber dentro dos seus sonhos solteiros, "poligamizou" seus desejos artísticos.
O dia "invernou" durante algumas semanas e ele deita sob retalhos de papelão e ouve mentalmente suas músicas mais profundas.
Lembra que só precisa do pouco,
e que a necessidade é psicológica depois que inventaram a sociedade,
mas o garoto sabe correr descalço na rua de paralelepípedos,
grandioso!
Ele sabe sofrer com rosto sério e esvazia suas veias para o vampiro poder viver,
mas a imortalidade que surgiu está quase acabando,
porque depois, rapaz, ele vai usufruir da vida com cuidado por mais uns cinquenta e tantos anos...

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