O chão úmido e gelado parece bem confortável,
quando como, me pouco recordo, fitando um teto sujo,
mas eu sou feito pro amor, expressivo e destroçador,
aquele mesmo que te tira de manhã cedo bem esperto e te deita não cansado.
Mas eu sou feito pro chão, pisado pelo aborrecimento, pelo não som da sua voz que é carregada de lá pra cá e meia volta.
Bate a porta, tranca a fechadura, ignora o amor.
O mesmo chão daqui é o de lá,
mas chão é chão e nós,
tão esbravejados no silêncio do dia,
permanecemos na trilha de um não sei o quê.

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