Olhão nessa página

segunda-feira, 27 de setembro de 2021

Argh, o amor!



 Que se queira amor,

não meia boca, não de fachada, não inflexível, 

mas o amor avassalador, doloroso, com beijos massageadores,

com mensagens o dia todo, com beijos que parecem despedidas

e abraços que parecem de saudades seculares.

Que se queira amor,

não de meia noite, não de mensagens poucas, não de ligações esporádicas

ou nenhum grito.

Que se queira amor, 

por seu amor, não pouco, não gratuito,

mas conquistado, quisto, desejado, construído ou reconstruído,

mas que se queira amor... por favor.

Amanhã sairei e passarei alguns dias fora


 O chão úmido e gelado parece bem confortável, 

quando como, me pouco recordo, fitando um teto sujo,

mas eu sou feito pro amor, expressivo e destroçador,

aquele mesmo que te tira de manhã cedo bem esperto e te deita não cansado.

Mas eu sou feito pro chão, pisado pelo aborrecimento, pelo não som da sua voz que é carregada de lá pra cá e meia volta.

Bate a porta, tranca a fechadura, ignora o amor.

O mesmo chão daqui é o de lá,

mas chão é chão e nós,

tão esbravejados no silêncio do dia,

permanecemos na trilha de um não sei o quê.