Olhão nessa página

segunda-feira, 25 de junho de 2012

the end

   Corre,
         sofre,
                apressa,
      enterra,
                    poxa vida!
          Nasce,
                        Vence,
                     instinto,
           vacilo,
        grande coisa!
      Saiu,
                       desapareceu,
          pariu,
     arrimou,
    ades manso...

Sertanilson


Guardei o solo seco bem próximo ao meu medo de criança:
Caiu-se no poço do senhor sertanejo,
cabra arretado de butina empoeirada no piso rachado,
engraçando o tesão de estar vivo em integridade 'caixotada' na
ignorantemente falada "fuleiro".


De burro velho solto,
lambe o beiço seco,
linguada branquejada,
senta e espera chuvisco pra alagar o seu "aleluia" de todos os dias.

Fretado pelo capiroto, ganha o salario que a bíblia lhe propõe,

sem dízimos, sem riquezas, A palavra lhe sustenta.
Ama o gostar qualquer coisa,
simplicidade fajuta conformada,
sem mulher, sem filho verdadeiro,
no interior da madrasta nuvem que some ao meio-dia.


Pois digo, seu menino,
te beijo, te guardo, te livro...
te mato, te esqueço, conto da carochinha.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Foi pouco, mas foi deles...

Ela, sacerdote da má sorte,

adorou o amor que apresentou-lhe o tempo e a ocasião.

Sentiu-se bem e leve, como há muito não sentia-se,

enquanto o homem qualquer com rosto liso

enfrenta seus próprios temores com um egoísmo acentuado.

Seguraram as mãos sem preocupações durante toda a tarde,

durante suas horas decorrentes não trocaram palavras,

apenas beijos, apaixonados... 

Tudo tarde, cedo, tanto faz,

a ansiedade que os consumia era gostosa de se sentir mesmo no inverno.

Hoje, onde os caminhões passam, cantam pelas poucas curvas dos ventos

as mesmas cancões que contam aquela história dos jovens.

Arrependeu-se por bastante tempo,

mas nunca soube o que se passara em sua mente,

insano e sem motivos, cativou a ampulheta que carrega um limite.

Hoje, depois de anos, aquela areia não atravessa mais e os modos,

revirados de ponta cabeça,

não voltam para aquela beijo alegre antes do amor que "te adoro".

terça-feira, 19 de junho de 2012

Dê-me

Ele chorou, sentou em meio a pista Br(qualquer).
Chuva forte e o sol escondendo-se para não iluminá-lo.
Maldito mortal com saúde de touro,
escreve seu roteiro nos papéis de pão rosa que lhe sobraram, mas escreve a lápis,
pois precisará reutilizá-los...
Tatuou 'reticências' em seu braço esquerdo,
mas sua vida é um 'ponto-seguida' que não dá pra saber identificá-lo,
mas o 'ponto-final' há de derrotá-lo e isso não vai ser hoje.
Podendo caber dentro dos seus sonhos solteiros, "poligamizou" seus desejos artísticos.
O dia "invernou" durante algumas semanas e ele deita sob retalhos de papelão e ouve mentalmente suas músicas mais profundas.
Lembra que só precisa do pouco,
e que a necessidade é psicológica depois que inventaram a sociedade,
mas o garoto sabe correr descalço na rua de paralelepípedos,
grandioso!
Ele sabe sofrer com rosto sério e esvazia suas veias para o vampiro poder viver,
mas a imortalidade que surgiu está quase acabando,
porque depois, rapaz, ele vai usufruir da vida com cuidado por mais uns cinquenta e tantos anos...

Até que o fim

"Não minta!"
Admita!
"Não o rogo!"
Suas palavras...
"Eis-me por suas marcas ao chão em degradações!"
Seu pensamento...
Você o louva, você o ensurdece com gritos, retumba e não o polpa, mas além do que decretou que pode, o finaliza elegantemente...
Em dores não demostra impotência, valente e corajosa, não deixa o pensamento soprar aos ouvidos alheios, sabe fingir o sorriso à vitória, desisti em palavras ofegantes.
Mas isso frustra, mas isso acaba, mas isso mata... o desejo desce pelo ralo junto a água com espuma que te lavou o nojo incrédulo pelo poder descontrolável dos soberbos.

Valentine's day

Era a caixa de bombons que estaria na tradição, mas eu preferi mudar...
06:15am - 12/06
Levanta devagar o sonolento apaixonado e caminha até onde a rosa solitária se encontra. Carrega até a amada que abre os olhos cansados e sorri com surpresa e nos seus ouvidos sussurrou_"Eu te amo muito!"_desenhou seu rosto com carícias e um abraço...
08:45am
Tapioca, chocolate quente e gelado, salgados e um café dos deuses, só nós dois...
09:00am
Levanta da mesa e caminha sob o sol que te renova, segura minhas mãos e me deixa seguro, em nossas mãos duas canecas de cerâmica e o nosso simples ato nos une...
12:07pm
Almoço em casa, assistindo um pouco de tv e em seguida te levo para o quarto onde te mostro nossa interatividade_um quadro em branco, pincéis, tintas e nossa criatividade está saltando.
Intervalo qualquer-Brigas alheias em tentativas frustradas de interagir.
18hs e alguma coisa de minutos...
Um filminho agradável para descontrair e te levo para o quarto onde, como surpresa, você me retribui um sorriso magnífico ao ver aquela cesta com bombons, urso de pelúcia, porta-retrato e um bilhete de amor.
Te seguro a mão, te passeio num sorvete e palavras a caráter desse teu dia, te abraço, te beijo e o dia finda com braços contornados em nós numa noite fria gostosa e "boa noite, eu te amo".