Olhão nessa página

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Andando comigo mesmo

...se passarão tantos anos!
Antigamente eu pensava tanto, escrevia tanto, vivia de paixões adolescentes. Acreditar ou não em relações de amor não era opção, era caminho único, uma viagem tipo anacrônica.



A vontade de inventar uma música, reinventar um texto, sobreviver daquela sensação 'paixonítica'. Era  o tempo do rock, e dentro de um álbum com 11 músicas, quase sempre a número 4 era romântica, era essa mesma que eu mandava pra garota da outra fila.
Ainda sinto o cheiro do creme de cabelo que ela usava, descobri o nome depois de 2 anos por acaso, eu já nem estava com ela, mas tinha o sol nas minhas costas, aquele em que ficamos sob no meio-dia de fim de semana.
Houve um tempo tão bom, que tudo era reclamações, eu adorava andar blasfemando por qualquer coisa, andar com raiva, sentar com força_quando minhas costas aguentavam.
A temperatura não era tão escaldante, o verão e inverno não se desrespeitavam em nenhum ano, pois eram apenas os dois que compartilhavam as férias para os melhores sóis e os invernos para as manhãs de aula.
Ah, como eu adorava resmungar de acordar cedo, odiava o café da manhã, mas tomava pra aguentar até o 'recreio'. Acho que até hoje as pessoas adoram ir para escola(fundamental e médio), não pra estudar, mas pra ver aquela galera.
Já devo ter tido vários melhores amigos nesse tempo todo, achei que seriam eternos, mas não foram, só um que foi no meio tempo da minha vida, zela por mim até quando não estou. 
Lembro-me de minha primeira namorada, como era sem peito, gordinha, mas era legal viver aquilo. Minha terceira namorada disse amar-me... fui sua decepção mais legal!
Aos meus poucos leitores, com minha meia idade ou mais, sabem o que é viver, cada detalhe que reclamávamos, era o melhor que tínhamos, porque hoje eu realmente tenho do que reclamar, mas ganho em cima disso, rio quando me dá vontade e aproveito o dia até quando posso e garanto.
Não tenho mais alguém que possa completar minha vida como a primeira vez, cantar "Temporal" ao meu ouvido, me fazer chamar sua atenção com teatrinhos juvenis, impressionar com o pouco que sabia de música,alguém que possa me fazer passar uma noite falando em '3 segundos', alguém que possa me fazer viajar sem saber o por quê, alguém que me faça tentar algo que não sei se vai ser, alguém que me faça parar de estar irritado sem motivos e eu ainda tenho marcas, muito boas, que me dizem por onde andei e quanto tempo passei.
Não estipulo nomes, não defino amores, só expresso simples detalhes que realmente são importantes pra uma pequena e finita história de "amor pra 100 anos"...

terça-feira, 14 de junho de 2011

Opinião livre

As pessoas oram querendo que deus mude sua situação financeira em troca da mísera décima parte(que egoísmo). Que pecado é achar que, através do seu "louvor", você terá um lugar utópico lindo e perfeito_um paraíso_se continuar a fazer tudo certo dentro da limitação ignorante deísta(cristã em sua maioria) se privando da sabedoria de saber viver fora de um templo.
Não consigo pensar num lugar tão perfeito onde ninguém sinta fome ou sede, sem batalhas para viver, sem emoção, é como se estivéssemos esperando por um eterno sedentarismo. Prefiro pensar como minha sábia avó: "O mundo não tem fim, o que tem fim é a vida do ser humano e quando esse fim chega, nosso mundo também chega ao fim."
Tudo que se pode chamar de alheio, até mesmo matar a sede é prazeroso, comer, dormir, emocionar-se, saber que passou no vestibular, ganhar um celular moderno e assim dar um possível voto ao livre-arbítrio, porque viver sem isso é inimaginável!
Se Ele é deus, é pai, nossa imagem e semelhança, por que devemos adorá-lo? Deveríamos apenas respeitá-lo como um ser que nos "deu a vida" com toda sua humildade e bondade divina. Querer adoração em troca é como se jogasse em nossa "cara" que devemos isso a ele por estarmos aqui.
Trate-o como pai, seja lá quem for seu deus, ore conversando, peça algo quando precisar, pois é seu pai, reclame quando você senti-lo ausente, mesmo que seja para nosso crescimento pessoal(todos os filhos esperneiam as vezes), deixe-o de lado quando for tomar uns drinks com os amigos ou dar um "tapinha" num "cachimbo da paz".
Mas se você faz algo errado em sua jornada, deve ser julgado! Não há subtração por suas coisas boas! Peraí, nossos pais não fazem isso!! Injusto, não?
Já pensamos várias vezes em "Se é tão poderoso, por que não acaba logo com o capeta?" ou "Por que nos deixa fazer o mal se não é certo?" ou "Se sabe todos os nossos passos, ele sabe quando vamos morrer e se vamos pro céu ou pro inferno, mas mesmo assim nos assiste e tudo isso pra quê?" ou uma série de indagações.
Por que esse tal deus te faz seguir essas regras que limitam sua vida, sua sabedoria? E se você sair desse tracejado, você ganha passagem só de ida para o inferno, onde há sofrimento eterno, mas a questão é: Que deus é esse cheio de ira e vingança? A bíblia relata todas essas sensações de deus, mas as pessoas veem apenas sua "grandiosa bondade", se fecham para todo o resto e se você abre a boca, é blasfêmia... que absurdo!
Passei 18 anos da minha vida me limitando a esses "princípios" achando que por meu instinto falar mais alto(sexo) eu iria pro inferno e meus prazeres sempre serem impulsivos(bebidas, diversão, etc). Mesmo que você ou qualquer pessoa se desvincule de tudo isso, ainda há um temor implantado em nossa mente de um castigo, de que vamos pra algum lugar baixo do chão(e não é a China).
Ateus, Agnósticos ou Deístas(eu) temos a mesma capacidade de sentirmos afeto por todas as pessoas, termos uma família, ganharmos nosso dinheiro com o suor do nosso trabalho e por nossos anos de dedicação aos estudos sem limitações e não sermos julgados como hereges. Não mato, não roubo, não minto(só quando é necessário), apenas gasto meu dinheiro merecido com os prazeres que me convém...

Refluxo de um reflexo

Olha como passa sorrindo na rua,
com olhar maravilhado, acenando com todo prazer visível...
Não sabe lidar com o próprio ser,
desvendando por sorte os defeitos dos outros,
avaliado bom amigo, mas sem nenhum...
Anda de esquina em esquina, bebe quando seu bolso pode,
fuma quase todas as noites e carrega um peso: dúvida, covardia.
Colecionava até pouco tempo atrás, amigos postiço,
desenhava em sua mente o que gostaria de fazer no dia que se aproxima,
dormia suas 3 horas matinais,
degustava de leitura desnecessária,
decorava relatos que poderia contar e impressionar alguém...
e depois viu que estava contando sua própria história num blog qualquer...

terça-feira, 7 de junho de 2011

Amor?

Hoje falarei sobre algo estúpido, muito muito idiota_amor!
O que é o amor? Alguma idéia?
Bem, por muito tempo a concepção de amor vem sendo distorcida, aliás, vem sendo ideologizada por pessoas que acham ter sentido tal sentimento trivial. Não discordo, mas o caso é, qual a verdadeira concepção do amor?
Uma menina, por exemplo, sempre, no seu ritmo de vida natural e normal, vai passar por uma decepção “amorosa” e depois pensar: “Nunca mais passarei por isso!”, e passa novamente e pensa que nunca mais passará de novo. O caso é, você acha que amou? E se foi amor, por que acabou?
O amor vem sendo o sentimento mais insano que já existiu, as pessoas morrem por amor, matam por amor, fogem de seus princípios por amor, perdem a auto-estima por esse tal amor e quem pode contradizê-las? Ninguém!!
Vou explicar de forma lógica como funciona de um modo geral e rápido:
_O amor é um afeto eufórico derivado da mente, seguido de sensação de procriação.
Ou seja, você sente uma afeição maior por aquele(a) sujeito(a) que faz seu corpo corresponder aquela sensação através de reações químicas como leves dores de barriga, frio, nervosismo, dentre outros. Mas por fim, em relação a definição que disponibilizei, como objetivo instintivo, o que é normal, segue a sensação de procriação, de fazer sexo! Normal, as pessoas precisam disso principalmente as pessoas homossexuais que exalam mais atração pelo mesmo sexo do que uma de sexo oposto.
Para o tal “amor” não há uma exceção específica, mas para sua significância, com toda certeza há: O amor fraterno(família)!
O sentimento que existe dentro da família, é sim “amor”(afeto), mas deixe-me especificar, passamos praticamente 1/3 da nossa vida sendo cuidados por nossos pais, tendo atenção, educação e sem gastar nada. Isso cria um vínculo tão forte, que não há nenhum tipo de sensação que se compare, mas mesmo assim isso é afetivo, ou banalmente dito “amor”.
Já ouvimos falar naquela frase, “Nossos amigos são nossa segunda família”, então, por aí você já pode se basear, pois nossos amigos são aqueles que confiamos, que criamos reciprocidade em quase tudo.
Por fim, espero que tenham entendido e se tiverem opinião diferente, podem dividir, sem problema.
"Por mais que eu não acredite no amor, não permito que me questionem sobre tais expressões que utilizo em certos momentos." ...'CatfLAp'...

terça-feira, 31 de maio de 2011

Inibição


Queria te dizer que conhecia a Argentina

e que tinha um amigo corredor de fórmula um

e dizer que era personagem de uma peça de Mário Prata

e que havia jogado no Linense

com o estádio lotado.

Queria te contar lorotas

até que me achasse o maior

e me levasse pela mão

e me dissesse com gosto

que queria ouvir os meus casos

e aprender os meus truques.

Queria te encher de beijos

como em medalhinha de padroeira

e te fazer carinho

como em gato de armazém

e ler tua mão e decifrar tua letra

e te ensinar os segredos das pirâmides

e todas as declinações latinas

e, de quebra,

te falar um poema de amor.

Mas teus cabelos eram tão loiros

e teus olhos tão sofridos

que eu fiquei na minha

e só te disse "oi".



Sérgio Antunes

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Entre árvores que rangem


É, amigo, você está sozinho nesse mundo,
novamente como sempre quis estar.
Querer? Talvez você saiba o que estou dizendo,
você nunca prezou o que lhes oferecera,
dizendo o que queria, levando cada detalhe para as suas cenas,
armando cada detalhe para que tudo seja do jeito que "deve ser".
Bem, dessa vez foi um tanto diferente,
e você não consegue digerir que algo deu errado,
impõe a idéia de que está se testando, e observa seus próprios movimentos,
e não consegue se consertar, está tão quebrado que não admite.
Nesse vão que criou, você afunda cada vez mais,
você chora por dentro cada vez mais,
sua vida externa é fria e incolor,
porém agora você está no negro-luto
e toda aquela imagem, montada de cada detalhe está pendente,
você sobe nas palavras que ouviu e o orgulho te pesa e precipita...
O que te salvará agora? O que te sustentará agora?
Você, indigno, viverá ainda no lamento até o "suicídio" mental,
que você tanto teme, te transformar num qualquer, num ser igual...

terça-feira, 17 de maio de 2011

...e eu vivo nesse quarto de hotel até daqui a pouco(desvinculando)


"Tire a roupa..."
Despido do orgulho, você joga por nossas cabeças a inflexibilidade,
projeta as palavras e me atinge com o que você sabe fazer de melhor.
Aponta minha camisa com manchas de sangue e reza para o medo passar,
mas ele não passa e você se desespera...
_Calma, meu amor, eu nunca faria nada com você!
Em alguns momentos eu preciso ocupar minha mente com as palavras que eu sei,
infelizmente eu sei que você disse,
mesmo quando me propôs que ficasse,
mas esse meu caminho é indefinido e nada me impede de continuar
enquanto você pende na minha mente, nos meus momentos,
nas minhas sensações e não é assim fácil que eu posso te dissipar de mim.
Você dorme comigo e eu sinto o peso da sua dor,
mas sinto o mundo dos pés ao pescoço quando você respira suas meias-verdades
porque minha inteligência é controlada, mas é facilmente persuadida por você.
Ah, como seu corpo é perfeito! Que falta faz o cheiro do seu perfume
que compramos juntos,
daquelas vezes que saíamos, pois eu queria ver você sorrir comprando coisas...
Me prometa tudo o que não pode, teste esse ego abalado e de agora em diante
eu já nem sei o que posso fazer ou hesitar. Amanhã, talvez,
eu esteja no mesmo lugar fazendo as mesmas coisas,
ouvindo apenas uma música no 'repeat' escrevendo textos triviais,
e até isso me fere porque era você que os lia,
que aumentava meu ego com seus comentários deliciosos...
Eu durmo com sua imagem na cabeça,
sem posições certas para o encaixe que você era,
esse corpo clama pelo fim de tudo isso, ainda que queira tudo aquilo
Se tivéssemos ido, estaríamos com um belo caminho andado,
longe desse teatro...
Me fez Deus, Rei, libertou todos os meus medos,
disse que se fosse pra ser, seria e eu sempre acreditei,
descontando os adjetivos que te dei, valho as lembranças que creio serem verdadeiras,
enquanto isso, despojo dos abarrotados pensamentos seus.
[nada a declarar]
Essa impulsão me traz pra nós, me puxa e eu não posso parar,
esse já é meu limite, e eu nem sei se em euforia me desanuvio ao ar para o mundo...