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sábado, 14 de março de 2020

Entre dias

Deliberadamente fui traído,
Fugazmente me deleitei nos malévolos maldizeres,
tão bem articulados e desenhados.
Mas eu quis algo diferente,
Infiel e não padronizado
Que me levou ao fim.
Os seus gritos e falas,
Tão claras quanto o barulho dos auto falantes,
Caíram como uma luva no meu pesar.
Há tanto a falar e se desculpar
E eu não tive tempo e meios de expressar,
Pois você traiu o princípio do que era dito,
O princípio do que não deveria ser.
Como vens até meus pesares e me diz que estou doente,

Quando quem vende a alma é você?
Porém a minha dor ao léu.
Ninguém mais liga pra isso e está flutuando,
E a data um dia vai ser questionada,
Pois a memória é traidora,
E eu só quero expurgar e lamentar.
Tão só, como estou, preciso de algo que não sei bem o que é,
Mas você sabe, está na fonte que você levou,
Nas doces e bem ditas palavras naturalizadas.
É... somos algo de bom, somos algo de mau, algo que poderia ser nós.
Desvirtuado como qualquer alma,
Nos viramos a realidade
E desvinculamos o próprio sentimento real
Para que seja o que deve ser ou o que nem deveria ser,
Mas simplesmente é...

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