Olhão nessa página

sábado, 14 de março de 2020

Entre dias

Deliberadamente fui traído,
Fugazmente me deleitei nos malévolos maldizeres,
tão bem articulados e desenhados.
Mas eu quis algo diferente,
Infiel e não padronizado
Que me levou ao fim.
Os seus gritos e falas,
Tão claras quanto o barulho dos auto falantes,
Caíram como uma luva no meu pesar.
Há tanto a falar e se desculpar
E eu não tive tempo e meios de expressar,
Pois você traiu o princípio do que era dito,
O princípio do que não deveria ser.
Como vens até meus pesares e me diz que estou doente,

Quando quem vende a alma é você?
Porém a minha dor ao léu.
Ninguém mais liga pra isso e está flutuando,
E a data um dia vai ser questionada,
Pois a memória é traidora,
E eu só quero expurgar e lamentar.
Tão só, como estou, preciso de algo que não sei bem o que é,
Mas você sabe, está na fonte que você levou,
Nas doces e bem ditas palavras naturalizadas.
É... somos algo de bom, somos algo de mau, algo que poderia ser nós.
Desvirtuado como qualquer alma,
Nos viramos a realidade
E desvinculamos o próprio sentimento real
Para que seja o que deve ser ou o que nem deveria ser,
Mas simplesmente é...

terça-feira, 3 de março de 2020

Tu e eu

Já meio bêbado da vida
Balanceando e tropeçando por palavras exatamente bem ditas
O que poderia ser?
O que poderia te afligir?
Eu poderia ser o seu melhor, mais que seu melhor,

eu poderia ser o mais específico
deslizando pelas suas belas palavras
eu surtei em amar cada detalhe do reflexo que seus dentes emitem ao sol
Qual sua batida perfeita?
A minha é a sua à minha porta.
Quantos heróis destroçados ousaram fazê-lo?

Não que eu seja, mas salvar-te-ei aos maus momentos 
só pra te sentir ao abraçar e beijar.
Uma súbita necessidade de simplesmente ter esse afago tão seu.

Vem que horas? Que dia?
Talvez no momento certo, tal como o que houve

Entorpecido pelos momentos  tão sem nexo ou tempo certo
Atemporal como somos, preferimos dormir
Abraçados ou beijando ou simplesmente fingindo esse tal momento que acontece.

Chama meu nome,
adjetivos aleatórios
que fazem mais que sentido
que fazem mais que amor, mas uma relação 
tão carnal quanto emoção.

Mas agora, amor, é simplesmente é minha redenção ao seu melhor
Exposto e imposto 
E nosso...
...e nós...

Travestido de tudo o que te poderia fazer feliz
fiquei em suas mãos,,
aleatoriamente feliz em satisfazer simples atos carnavalescos e fora da minha órbita,
ousei estar contigo em primeira pessoa mulptlicando-nos ao plural.

É dia chuvoso que me importuna com essa falta do que ainda/nunca houve
mas o frio, tão peculiar na sua diária
só sofre-me em gotículas pesadas e sonoras.

Eu realmente adotei:
Somos nós que faltamos.