Olhão nessa página

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Refute aos mares

Saudosismo empoeirado... é hora de limpar e senti-lo um pouquinho!
Entra nessa bad junto com essa jovialidade cheia de gírias,
mas não esquece o velho coração que bate num ritmo desacelerando.
"Mamãe disse que..."

Quais ordens eu deveria continuar seguindo, se não todas?
Um sol se pondo, uma última parte do céu solsticioso num final de ano meia boca.
As vezes crescer é tão chato quanto brocolis no almoço,
mas ainda rola um rei Roberto de manhã antes da escola.
Você citou meu pai, mas ele não está no momento. Ele está ocupado dentro de um delicioso sonho adornado de bençãos_o mesmo tanto que beijei sua mão pedindo-as.
Está ficando tarde... ou melhor: cedo!
Melhor eu continuar a escutar a velha playlist e lembrar de cada single moment,
e de manobra sacar aquele coringa na vontade de chapar.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Fumante? Não eu!

Por que você fuma?
Não sei.
Então por que fuma?
Não sei.
Qual o gosto de fumar?
Pra mim...
Tem gosto de passado,
de amigos,
de festas,
mas de descanso,
de conversas até altas horas,
de caminhadas longas,
de alguém do lado,
dele, dela, de nós todos,
de muitas coisas...
menos de vício!

sábado, 23 de julho de 2016

Um churras daquele!


Daí, após 15 anos, eu pensei:
_Vou fazer aquele churras!

Já ganhava meus centos e poucos de assalariado orgulhoso.
Filhos em casa, mulher também. Saco! Eu queria beber e farrear!
Mas como não quis estressar a mulher, fiz o churras no condomínio de um conhecido da minha mulher que havia deixado a chave comigo_Que ótima oportunidade essa!
Queria beber! Queria reunir aquela galera velha guarda da adolescência que virava a noite por sabe lá onde até acabar a cachaça e as drogas e me abraçavam dizendo que eu era o melhor.
Queria carregar pelo menos um deles em agradecimento as vezes que me carregaram pra casa e me deixaram no chão do pátio para que minha mãe me colocasse pra dentro quando me visse.
Esse é o dia!
Regrar preço é uma ótima ideia para esses eventos com muitas pessoas, afinal, nós éramos inseparáveis 6 ou 8 amigos. Eles podem pensar em trazer umas gatas pra onda, então tem que pensar nisso tudo!
Mas o principal, e mais importante, a bebida!
Hoje eu já posso comprar cerveja ao invés de fazer aquele montinho com a galera e comprar o álcool mais barato, mas também dentro de um preço bacana.
Na minha abastada lista eu escolhi só os melhores para os meus amigos:
Carnes:
Bisteca de porco;
Linguiça mista;
Galeto;
e de quebra 1/2Kg de Calabresa apimentada.
Bebidas:
1 grade da cerveja do boteco do "Seu" Geraldo;
1 galão de sangria;
e uma garrafa de cachaça aberta que tinha em casa.

Em casa separei aquele velho repertório das músicas que ouvíamos pra dar aquela animada na galera e falei com o Tonho da rua de baixo pra arrumar aquela "parada" das boas.
A hora tava chegando e já tinha mandado mensagem para todos pelos números antigos que achei na agenda, mas só dois deles que deviam ter crédito pra responder e dizer que não poderia comparecer por alguma coisa de faculdade ou sei lá e o outro por algo de filhos, se não me engano.
Enfim, nada podia dar errado!
Fiz o fogo, pré assei algumas carnes pra deixar no ponto. O isopor estava cheio com o que se podia esperar dos velhos tempos, mas daí... já era noite quando meu repertório findou.
Ninguém havia aparecido e eu lembrei da minha mulher que ficou em casa triste com as palavras "EU vou e não sei que horas volto" e meus filhos adoentados.
Decidi começar e terminar sozinho aquilo quando, das nuvens de um passado mais passado, vi um amigo de infância, que estudou as primeiras séries comigo. Um homem sofisticado e bem arrumado pra uma sexta feira a noite falou comigo num patamar aportuguesado que eu nunca entenderia, mas depois se sentou sem pedir e disse:
_Como estás, meu amigo? Quanto tempo, heim?
_Bote tempo, nisso, bicho_Respondi grosseiramente sem intenção.
Conversamos e comemos, mas de acordo com seu tempo, bebemos o que eu só ouvia falar de socialmente.
Vivi o passado nas lembranças que saíam das nossas histórias e o futuro quando me falou de sua família e seus filhos e sabia que se me desse espaço ele me constrangeria por eu mesmo falar da minha vida.
"Que tarde!" pensei, estragando mais da minha vida até esses trinta e alguns tantos de vida solta.
Fui tão fase quando o vômito que saiu involuntariamente das bocas ressecadas de fumos baratos e agora lembrei que, no trabalho, comentaram sobre alguém que tinha morrido num acidente de carro bêbado e outro que havia sido assassinado por não pagar um empréstimo ilegal.
Não quis saber, porque fazia meu trabalho operacional chato do jeito mais enrolado possível querendo sair de lá, pôr a camisa no ombro e ir fumando um cigarro durante a longa caminhada pra casa.
Talvez eu reveja meus amigos, talvez não. Só espero que seja no presente... de preferência num jantar com a minha família.

domingo, 15 de maio de 2016

Sou(omos)/És meu(s)/nosso(s)/teu(s) próprio(s) deus(s)!

Há muitos deuses...
Mas os deuses, sendo minoria ou dentro de um pensamento unidivindade, acham que há muitos homens: pensadores, filósofos, estudiosos, escritores, espertos e na subclasse mundana restam os crentes, fiéis ao comodismo de uma linha ilusória que impõe limites.
Não mais o homem, nós, você... 

*Você é tão preso numa crença em algum deus ou dogma quanto eu no meu ceticismo.*

Criamos uma ideia que que se fixa em nosso próprio paradigma de vida, recheado de exemplos paternos, estruturas docentes, bombardeios da vida e almejamos, assim mesmo, sermos livres.

*Você é um amontoado de escolhas, sejam lá quais foram.*

A liberdade tão disputada por descrições filosóficas, religiosas, proféticas, egoístas ou insanas que nos dispõe a presunção de um suspiro cansativo da mesmice.
Um trabalho, uma carga horária, um salário, horas extras, DSR's, férias, feriados e depois os encargos da vida_família, filhos, mulher, marido, "lazer", contas(desfrute), ...contas!

*Terás a tua liberdade quando não precisares seguir padrões?*

Somos o encaixe de algum quebra-cabeça de mal gosto_Um desfecho imoral para uma vida premeditada.
Há tantas tentativas de explicação, mas todas seguem a linha de raciocínio que você irá escolher.
O bem e o mal são diferentes e sem refutes, mesmo o diabo dizendo que o segundo é o primeiro dependendo do ponto de vista.
Você tem uma danação esperando à porta e ela não está localizada no inferno, mas nas indagações ao fim da vida.

*Fui devidamente fiel à alguém ou à algo? Vivi? Fiz certo? Por que não deixei o pudor em casa mais vezes?*

Você está agora sob muitas leis_físicas e governamentais_e pensa que pode sair do aquário, mas sua mente é a única que foge do seu conhecimento em um mundo inconsciente que mistura as realidades dentro de um sonho. Mas esse sonho é diferente da realidade ou há um oposto mais lógico?

"Sonhos parecem ser reais quando estamos nele, só quando acordamos que percebemos que algo estava estranho." -Inception-


Talvez Nietzsche não esteja tão certo quanto a idéia sobre deus estar morto_O homem cria deuses com nomes diferentes e os idolatra de uma forma ou de outra e ainda pensa ser insolentemente livre.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Nósomens

Dá-lhe uma flor...
[...]
Somos tão fáceis de lidar, tão maleáveis...
Gostamos de tudo fácil, simples, de fácil acesso...
Mas agora os tempos mudaram_não somos mais adolescentes!
Agimos com tristeza com nossos times em má fase, nossos partidos políticos apontados como vilões. São os mesmos que elegemos.
Hey, man! Temos mulheres e elas almejam por nossa presença além da casa, além da hora de dormir, da hora de chegar, da hora de sermos o oposto...
Abramos a porta dos carros, puxemos a cadeira, peçamos o melhor champanhe sem perguntar porque sabemos seu gosto.
Não sejamos cavalheiros, mas sejamos seus maridos!
Digamos:
_Vista sua melhor roupa!
_Pra quê?
...
Sejamos os homens que foram nossos pais ou sejamos melhor do que foram...
Elas que são fáceis...:
Falemos coisas bonitas, sussurremos poesias manjadas, citemos poesias lembradas da juventude, mas não esqueçamos que são elas que nos fizeram isso.
Esquecemos de como conquistar porque o homem é simples, é esquecido, é O fácil da história_olha a reviravolta!
Sejamos homens vitalícios em nossos prazeres e em seus prazeres...
Sejamos seus... e não nossos!

sábado, 23 de abril de 2016

"Essa coca é fanta!"

Ao longo de uma semana e alguns dias fui atingido pelo choque visual me atingindo brutalmente dos pés a cabeça. Antes eu era apenas um cara comum de estatura pouco acima da média(1,85mts), esbelto, barbudo e calvo. Mas agora sou duvidosamente um dos homens da sociedade.
Na penúltima segunda feira(11/04/16) sofri um dos, infelizmente, comuns assaltos diários na cidade de Castanhal-PA, onde mesmo com o celular no bolso e salário no outro o 'cidadão de má educação' decidiu almejar minha bela mochila grande e de cor preta por imaginar que haveria um notebook dentro, porém levou apenas meus materiais das escolas onde leciono. Enfim, o intuito desse post aconteceu 1 semana após o assalto_sem mochila, decidi usar a bolsa da minha mulher(foto do post) pra levar tantos materiais(provas, testes, exercícios, cronogramas de aula, livros, canetas, lápis, etc) até o próximo salário onde eu compraria outra mochila.
"Linda sua bolsa, professor!"
"O senhor tem um gosto peculiar!"
"Que bom que tu não tens frescura, Pedro!"
"Essa bolsa é sua ou da sua mulher?"
Alguns dos comentários que ouvi, tirando os olhares desconfiados por parte de todos.
Como professor e paradigma de comportamento ético, mantive minha postura e soltei algumas piadas para descontrair aquele comentário indiretamente acusador.
Ao sair da escola, andando até a parada de ônibus ou indo ao supermercado, grande parte das pessoas me olhava e até imagino: Um homem alto, barbudo estilo lumberjack de bolsa... só pode ser...!
É, eles tinha razão, sou um homem sem rótulos machistas, mas não quis provar usando a bolsa, apenas a usei por necessidade. Mesmo que eu fosse gay, no que influenciaria?
A sociedade geralmente liga para rótulos ou padrões do macho, que de moderno não tem nada. Devemos andar com pés apontando para direções diferentes, coçar as bolas na rua, mijar em becos, arrotar quando der na telha, olhar para os peitos e bundas das mulheres com desejo(oh, yeah!) ou sermos desleixados.
Os padrões menos exagerados que passam despercebidos pelo olhar society: assistir futebol e gostar de discutir sobre, falar do histórico de mulheres e de como nunca falhou na hora H.
Podemos falhar na hora H, sim! É uma natureza do corpo, sendo ou não vantagem, é uma exclusividade masculina. Podemos não gostar de futebol, podemos gostar de basquete, hóquei ou até mesmo esportes que não sejam popularmente confrontados por uma torcida organizada do time oposto. Podemos saber o que é música de verdade, mas também podemos gostar de Tulipa Ruiz, Regina Spektor, The Strokes, Pitty, Luciano Pavarotti ou estilos indies ou seja lá qual estilo(tirando as medíocres músicas vendidas pela mídia controladora).
Somos todos pessoas, não devemos lutar contra o poder do discurso popular/social/tanto faz, devemos lutar contra o que deve ser realmente discutido(o que nunca incluiu gênero, opção sexual, raça). Lutar contra religiões controladoras, falsos representantes religiosos ou parlamentares, corrupção política e empresarial, pela democracia verdadeira, pelo salário compatível com uma vida que dê pra viver e não sobreviver, por uma educação que incentive os alunos, por menos professores encostados em seus peixes ou estado, por uma segurança sem milícia.
A bolsa vai continuar sendo carregada por um sujeito barbudo, calvo e de camisa rosa e quando olharem com estranheza, vou dizer que é um protesto contra o comportamento cultural ou então ligo o botão do...