Meus amigos parecem tão mais novos nos sonhos que costumo ter quando a real bate. Cada vez mais longe posso sentir a expressão dos seus sorrisos, eu chorei por tempo demais, descontrolado pela falta que me fazem, manipulei cada movimento da minha vida, 'desprometi' minhas juras exatas e as deixei esvair-se ao vendo empoeirado.
Meus amigos morreram há poucos muitos anos, deixaram muito por insinuar. Amanhecido ao sol de meio dia quente, agradeci por nada quando meu rosto queimava na varanda contra a luz. "Eu os amo, meus queridos", é quando lembro do que disse, ou talvez do que ouvi, mato-me por dois segundos a frente de vocês irem, indagando depressa os poucos valores que criamos, aderimos os nossos de forma alvoroçada para que percebam o quanto chegamos ao nosso clímax mental, de rir por pouco, de beber o que tiver ou não fumar por falta.
Eu gostaria de trocar idéias, de sair na esperança de encontrar "vácuo", mas bastava nossos palavrões de blasfêmia para sustentar aquela 'pernada'. Me acompanha na raiva, finja com todo prazer uma ira quando perder para mim nos jogos de coordenação, porque é só nisso que sou bom...
Se você voltar, eu estarei na mesma arquibancada, com o mesmo vinho da primeira vez, fumando um lucky Strike qualquer, esperando chover e assim pular para Janeiro de qualquer ano e reencarná-los...

Onde fica o botão "curtir"?
ResponderExcluir