Menina-deusa, atravesse a rua sem olhar. Você sabe que é imortal, tão imortal quanto eu a vejo ser. Amar-te-ia o mundo todo se não fosse seus pequenos vícios que te faziam ser mais venerada do que seus ídolos em seus tempos.
Caiu na maldição do popular, odiou a fama na sua face te jogando contra o tradicional. "O que é isso, você sabe que eu não sou boa, que eu te roubo o sono e não ligo pra você." era o que falava depois de orgasmos prolongados na noite anterior e de cabeça rodopiante.
Eu gostaria de ser como você, andar com um cigarro na boca e dizer aquilo que é real e doloroso, mas preciso mentir pra mim mesmo, me fazer acreditar que tenho algo bom a oferecer, fora a boa conversa depois de convencer alguém a se deitar comigo.
Você tinha seu feminismo por me fazer dormir no sofá sem brigas, utilizada de seu porre por nada e cantava a noite inteira_sinto que ainda te ouço quando me pego alucinado com o que te levou. O auge manipulador no amor incoerente machucou suas mãos nas noites solitárias, calmamente você dormiu e sem chorar dessa vez, você não chorou mais, você não desesperou, nem esperou por ele.
Alguém disse por altos que outro alguém estava sem respirar. Meu deus, como eu eu pedi que não me contassem que era você.
Então, na conformidade de seus princípios, indícios, álibis e fundamentos no findamento, eu te deixo um beijo no corpo magro que musicaliza-me quando bebo meus amores e na contra-mão, arrisco seu jazz e seu soul no meu violão...





Ouví-la cantar é como receber golpes no peito. Uma mistura de alma atormentada e talento. Eterna, Winehouse.
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