Olhão nessa página

quinta-feira, 30 de junho de 2011

'Cidadania é só pra quem pode pagar, não?'

...foi aquele melhor sorriso, as moscas zumbiam ao ouvido,
atrapalhavam a concentração, aceleravam o piscar dos olhos,
adiavam o charme.
Era velha, tinha pra lá de seus sessenta e poucos anos, 
mas ainda sorria, como se aquele entulho fosse valioso,
talvez fosse, como na 'ilha das flores'.
Não-afortunada de tradições, religião, costumes irritantes...
...escolaridade, educação, higiene, boa alimentação,
e da sua boca com poucos dentes, estragados por sinal,
eu ouvia seus respirar, não ofegante e não desesperador,
mas como homem eu me penalizei, sabia que ia passar a sensação,
mas odiei olhar, tomei dores que não existiam,
criei o gritar que poderia sair de dentro dela,
a velha olhava minhas roupas limpas e com cores vivas,
e continuava longe, porque eu correria se ela chegasse perto.
Eu contaria a várias pessoas como se fosse melhor que eles por destacar o problema,
como os que eu tinha de matemática_sem solução!
Catou os restos em putrefação, não cheirou como mamãe fazia,
jogou na sacola úmida que achara na lama ali perto,
não saudou nenhum deus porque não tivera oportunidade de conhecê-lo
e assim, blasfemar até seus últimos poucos anos que talvez tivesse.
Ajoelhou perto do primeiro buraco e azucrinou-me com a voracidade de sua fome,
não olhou-me mais, mas senti que era como um animal que não gostaria de incômodo.
Entalou com qualquer porcaria! Teve convulsões como de qualquer um,
murmurou com olhos virados, defecou no próprio pano que lhe cobria,
torceu a língua e lá estava a velha...
...com seus sessenta e poucos anos, sem o sorriso no rosto, com uma alma,
tão ingênua de burocracia, mas estava no paraíso,
no túmulo, serviria de alimento ao que alimentou-a...

Subsídio

O jogo é uma vida! Que diferença faz se você muda do tradicional?
Ninguém percebe até você cair, onde a diferença faz diferença,
o calçado pisa onde quiser e o descalço precisa vigiar seus passos.
Ainda não percebemos que temos o poder de erguer a postura,
de forma ereta e não de forma arrogante.
O que falta não é o principal,
o principal é a falta de certas insolências,
o imundo ser que habita chora quando dá e caminha quando pode,
pois a disposição é repentina quase que constante.
Tem sede quem sabe o que é água e não vive de instinto
e cheiro de comida fria não dá fome a quem tem.
Ninguém tenta saber o que se passa,
mas o último minuto que restou, alguém olha pro lado,
abaixa a cabeça inverdadeiramente e diz:
"Aquele era um bom homem!"

Aliás, no fim é que todos dizem pra consolo,
porque antes de morrer, somos 'artigos indefinidos no plural'
e ninguém se importa com mais um...

terça-feira, 28 de junho de 2011

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Andando comigo mesmo

...se passarão tantos anos!
Antigamente eu pensava tanto, escrevia tanto, vivia de paixões adolescentes. Acreditar ou não em relações de amor não era opção, era caminho único, uma viagem tipo anacrônica.



A vontade de inventar uma música, reinventar um texto, sobreviver daquela sensação 'paixonítica'. Era  o tempo do rock, e dentro de um álbum com 11 músicas, quase sempre a número 4 era romântica, era essa mesma que eu mandava pra garota da outra fila.
Ainda sinto o cheiro do creme de cabelo que ela usava, descobri o nome depois de 2 anos por acaso, eu já nem estava com ela, mas tinha o sol nas minhas costas, aquele em que ficamos sob no meio-dia de fim de semana.
Houve um tempo tão bom, que tudo era reclamações, eu adorava andar blasfemando por qualquer coisa, andar com raiva, sentar com força_quando minhas costas aguentavam.
A temperatura não era tão escaldante, o verão e inverno não se desrespeitavam em nenhum ano, pois eram apenas os dois que compartilhavam as férias para os melhores sóis e os invernos para as manhãs de aula.
Ah, como eu adorava resmungar de acordar cedo, odiava o café da manhã, mas tomava pra aguentar até o 'recreio'. Acho que até hoje as pessoas adoram ir para escola(fundamental e médio), não pra estudar, mas pra ver aquela galera.
Já devo ter tido vários melhores amigos nesse tempo todo, achei que seriam eternos, mas não foram, só um que foi no meio tempo da minha vida, zela por mim até quando não estou. 
Lembro-me de minha primeira namorada, como era sem peito, gordinha, mas era legal viver aquilo. Minha terceira namorada disse amar-me... fui sua decepção mais legal!
Aos meus poucos leitores, com minha meia idade ou mais, sabem o que é viver, cada detalhe que reclamávamos, era o melhor que tínhamos, porque hoje eu realmente tenho do que reclamar, mas ganho em cima disso, rio quando me dá vontade e aproveito o dia até quando posso e garanto.
Não tenho mais alguém que possa completar minha vida como a primeira vez, cantar "Temporal" ao meu ouvido, me fazer chamar sua atenção com teatrinhos juvenis, impressionar com o pouco que sabia de música,alguém que possa me fazer passar uma noite falando em '3 segundos', alguém que possa me fazer viajar sem saber o por quê, alguém que me faça tentar algo que não sei se vai ser, alguém que me faça parar de estar irritado sem motivos e eu ainda tenho marcas, muito boas, que me dizem por onde andei e quanto tempo passei.
Não estipulo nomes, não defino amores, só expresso simples detalhes que realmente são importantes pra uma pequena e finita história de "amor pra 100 anos"...

terça-feira, 14 de junho de 2011

Opinião livre

As pessoas oram querendo que deus mude sua situação financeira em troca da mísera décima parte(que egoísmo). Que pecado é achar que, através do seu "louvor", você terá um lugar utópico lindo e perfeito_um paraíso_se continuar a fazer tudo certo dentro da limitação ignorante deísta(cristã em sua maioria) se privando da sabedoria de saber viver fora de um templo.
Não consigo pensar num lugar tão perfeito onde ninguém sinta fome ou sede, sem batalhas para viver, sem emoção, é como se estivéssemos esperando por um eterno sedentarismo. Prefiro pensar como minha sábia avó: "O mundo não tem fim, o que tem fim é a vida do ser humano e quando esse fim chega, nosso mundo também chega ao fim."
Tudo que se pode chamar de alheio, até mesmo matar a sede é prazeroso, comer, dormir, emocionar-se, saber que passou no vestibular, ganhar um celular moderno e assim dar um possível voto ao livre-arbítrio, porque viver sem isso é inimaginável!
Se Ele é deus, é pai, nossa imagem e semelhança, por que devemos adorá-lo? Deveríamos apenas respeitá-lo como um ser que nos "deu a vida" com toda sua humildade e bondade divina. Querer adoração em troca é como se jogasse em nossa "cara" que devemos isso a ele por estarmos aqui.
Trate-o como pai, seja lá quem for seu deus, ore conversando, peça algo quando precisar, pois é seu pai, reclame quando você senti-lo ausente, mesmo que seja para nosso crescimento pessoal(todos os filhos esperneiam as vezes), deixe-o de lado quando for tomar uns drinks com os amigos ou dar um "tapinha" num "cachimbo da paz".
Mas se você faz algo errado em sua jornada, deve ser julgado! Não há subtração por suas coisas boas! Peraí, nossos pais não fazem isso!! Injusto, não?
Já pensamos várias vezes em "Se é tão poderoso, por que não acaba logo com o capeta?" ou "Por que nos deixa fazer o mal se não é certo?" ou "Se sabe todos os nossos passos, ele sabe quando vamos morrer e se vamos pro céu ou pro inferno, mas mesmo assim nos assiste e tudo isso pra quê?" ou uma série de indagações.
Por que esse tal deus te faz seguir essas regras que limitam sua vida, sua sabedoria? E se você sair desse tracejado, você ganha passagem só de ida para o inferno, onde há sofrimento eterno, mas a questão é: Que deus é esse cheio de ira e vingança? A bíblia relata todas essas sensações de deus, mas as pessoas veem apenas sua "grandiosa bondade", se fecham para todo o resto e se você abre a boca, é blasfêmia... que absurdo!
Passei 18 anos da minha vida me limitando a esses "princípios" achando que por meu instinto falar mais alto(sexo) eu iria pro inferno e meus prazeres sempre serem impulsivos(bebidas, diversão, etc). Mesmo que você ou qualquer pessoa se desvincule de tudo isso, ainda há um temor implantado em nossa mente de um castigo, de que vamos pra algum lugar baixo do chão(e não é a China).
Ateus, Agnósticos ou Deístas(eu) temos a mesma capacidade de sentirmos afeto por todas as pessoas, termos uma família, ganharmos nosso dinheiro com o suor do nosso trabalho e por nossos anos de dedicação aos estudos sem limitações e não sermos julgados como hereges. Não mato, não roubo, não minto(só quando é necessário), apenas gasto meu dinheiro merecido com os prazeres que me convém...

Refluxo de um reflexo

Olha como passa sorrindo na rua,
com olhar maravilhado, acenando com todo prazer visível...
Não sabe lidar com o próprio ser,
desvendando por sorte os defeitos dos outros,
avaliado bom amigo, mas sem nenhum...
Anda de esquina em esquina, bebe quando seu bolso pode,
fuma quase todas as noites e carrega um peso: dúvida, covardia.
Colecionava até pouco tempo atrás, amigos postiço,
desenhava em sua mente o que gostaria de fazer no dia que se aproxima,
dormia suas 3 horas matinais,
degustava de leitura desnecessária,
decorava relatos que poderia contar e impressionar alguém...
e depois viu que estava contando sua própria história num blog qualquer...

terça-feira, 7 de junho de 2011

Amor?

Hoje falarei sobre algo estúpido, muito muito idiota_amor!
O que é o amor? Alguma idéia?
Bem, por muito tempo a concepção de amor vem sendo distorcida, aliás, vem sendo ideologizada por pessoas que acham ter sentido tal sentimento trivial. Não discordo, mas o caso é, qual a verdadeira concepção do amor?
Uma menina, por exemplo, sempre, no seu ritmo de vida natural e normal, vai passar por uma decepção “amorosa” e depois pensar: “Nunca mais passarei por isso!”, e passa novamente e pensa que nunca mais passará de novo. O caso é, você acha que amou? E se foi amor, por que acabou?
O amor vem sendo o sentimento mais insano que já existiu, as pessoas morrem por amor, matam por amor, fogem de seus princípios por amor, perdem a auto-estima por esse tal amor e quem pode contradizê-las? Ninguém!!
Vou explicar de forma lógica como funciona de um modo geral e rápido:
_O amor é um afeto eufórico derivado da mente, seguido de sensação de procriação.
Ou seja, você sente uma afeição maior por aquele(a) sujeito(a) que faz seu corpo corresponder aquela sensação através de reações químicas como leves dores de barriga, frio, nervosismo, dentre outros. Mas por fim, em relação a definição que disponibilizei, como objetivo instintivo, o que é normal, segue a sensação de procriação, de fazer sexo! Normal, as pessoas precisam disso principalmente as pessoas homossexuais que exalam mais atração pelo mesmo sexo do que uma de sexo oposto.
Para o tal “amor” não há uma exceção específica, mas para sua significância, com toda certeza há: O amor fraterno(família)!
O sentimento que existe dentro da família, é sim “amor”(afeto), mas deixe-me especificar, passamos praticamente 1/3 da nossa vida sendo cuidados por nossos pais, tendo atenção, educação e sem gastar nada. Isso cria um vínculo tão forte, que não há nenhum tipo de sensação que se compare, mas mesmo assim isso é afetivo, ou banalmente dito “amor”.
Já ouvimos falar naquela frase, “Nossos amigos são nossa segunda família”, então, por aí você já pode se basear, pois nossos amigos são aqueles que confiamos, que criamos reciprocidade em quase tudo.
Por fim, espero que tenham entendido e se tiverem opinião diferente, podem dividir, sem problema.
"Por mais que eu não acredite no amor, não permito que me questionem sobre tais expressões que utilizo em certos momentos." ...'CatfLAp'...