
Ele fumava dois ou três maços de cigarro forte por dia,
bebia desesperadamente a bebida nordestina_da mais pura,
Esperava todos os dias às 18hs algo se manifestar,
não que fosse de seu gosto, mas que direito sobre si tinha?
Duas ruas se cruzavam, era meia noite e o espírito teimava,
zombava dos que tinham medo, mesmo sem acreditar,
num dos lados havia sangue que seguia até seus pés,
cercado de velas, flores exóticas, nada a temer,
os deuses estão olhando por nós...
Batuque, potes com detritos, nada de sacrifícios,
alguma coisa faltou, a fé de alguém está abalada essa noite!!
O homem do bar, meio tonto derrubou seu copo,
em algum outro lugar um cigarro apagou, as luzes oscilavam,
passos cessavam, crianças dormiam, e a mata dançava ao vento,
mexia com brutalidade e uma tempestade chegava...
Os olhos virados, pés curvos, mãos que definiam e ninguém soltava comentários:
antes fosse respeito.
Os primeiros giros foram dados, os dedos estalam e sensações ultrapassam,
a mente está frágil, o corpo padece e um silêncio desesperador sai dos olhares piscantes...
Manhã! Sono... nada houve pra você ou pra qualquer um...
Todos viram seus rostos e vivem o dia porque não temem a claridade!
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