Olhão nessa página

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011


Mente negra, assoberbado de palavras no vão infeliz...
Então ninguém sabe, foi aquela garota,
que passou a vida toda lutando contra os piores inimigos imaginários,
sem apoio e moral, cresceu e venceu...
depois de sair da masmorra, não soube como viver.
Aprendeu que a vida tinha seus limites, e quanto mais longínquos são,
a impossibilidade se torna possível.
Ferida pelos seus medos infantis, chorou como quando em criança,
para que pudesse entender o sentido dessa injustiça.
Um amor... uma salvação!
O fez rei, o fez perfeito, perdoou o imperdoável,
sentiu dores que passavam de suas camadas superficiais
e ele não estava lá para segurá-la, para doar a vida à sua vida.
Cogitaram casamento, viveram juntos, mas a dificuldade não foi o pior problema,
assuntos pendentes...
O fez o melhor, deixou-o crescer, o viu dançar sob o sol e sorriu,
foi quando parecia cada vez mais longe e não aguentou,
ele deveria ir, ele precisava ir, mas ela...
sofreu novamente, odiou esse momento, lembrou de todos os outros.
Ele a amava com tudo o que tinha, apesar do pouco,
mas não oferecia por medo de não saber de muita coisa...
O fim passou durante o ano, mas esse relacionamento não poderia voltar...
"Você sempre me liga depois que erra!"
Não se baseia em errar e redimir-se, mas porque foi homem o suficiente pra isso,
e é um relacionamento natural, com crises e traições,
mas ninguém quer isso pra si.
O condenou no inferno, mas esse pecado foi relevado
e agora que some no inverno, os dedos dele tremem porque ninguém o acompanha,
sofredor e perdedor psicológico, não pode contar com ninguém
a não ser com seus complexos inferiores e manipulações baratas,
e se satisfazer com bebedeiras diárias...
Talvez nada mude, talvez tudo passe e essa relação desanuvie esse peso que vive,
e que morre todo o tempo, mas sabe, os arquivos queimam ao lado de seus corpos...

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