Olhão nessa página

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

just now!!



"Te odeio!! Te odeio!!" foram suas últimas palavras de afeto,
na qual suas expressões de amor me desejaram no inferno.
Bem no interior da minha vida eu brinquei comigo mesmo,
manipulei cada passo e assisti todas as consequências dando de ombros...
Escutei algumas músicas nesse fim de noite e ninguém estava ali,
pelo menos do jeito que precisei. Algo me tocou, forte palavra
traumática que me sujeitou a uma vida conturbada...
Sem cordas de equilíbrio, cogitamos um possível consenso,
que insolência, que hipocrisia. Enganei-me com meus truques
e dessa vez, como primeira vez, não que tenha perdido o controle,
mas eu perdi para meus atos e a lentidão do machismo egocêntrico,
fugiu para não levar a culpa da indagação.
O quarto continua vazio, eu estou um pouco mais liberto,
me sinto preenchido por mim mesmo,
mas não sei se estou me enganando, porque perdi as rédeas
e sigo numa ladeira sem fim...
Algo falta, mas se não for agora, prefiro que não seja[talvez]...
Saio pela porta, forço a mente pra esquecer cada momento que desperdicei
por ter uma sensação sem lógica e que consome cada ser,
pois o que te faz fortaleza é o mal...
...e minhas palavras de perdão não valem o que fiz,
é um peso que fica e maltrata, suas lágrimas molham minha vida todos os dias.
Eu lembro de cada gesto que deixei passar, de cada oportunidade,
algo sempre vai faltar nessa pequena indiferença da minha vida...
Só queria dizer que foi perfeito, mas eu não tenho mais tempo
e quero continuar assim, fugindo da minha própria sombra...

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