Olhão nessa página

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

foi...

O chão permanece frio nessa manhã deprimente,
o corpo frio repousa em meio a sala, e ninguém sabe o que fazer,
presos nessa tradição pagã...
Poucas palavras desesperadas e ninguém mais se importa,
é só passageiro...

sábado, 8 de janeiro de 2011

Na rua principal


Foi em pouco tempo, ou talvez tenha passado uma vida.
Mas esse tempo passa tão rápido que não temos a coragem,
a simples sagacidade de querer saber do futuro
e assim precipitar equívocos errados e saber viver perto do certo...
Um beijo derivado de um disfarce, uma noite derivada de um porre
...desculpas releváveis para uma relação altruísta.
E eu sei que aqueles eram tempos valiosos,
dos quais não me alimento de lembranças, mas de esperanças
de recuperá-los...
Troca de palavras carinhosas, algumas fracas com sensações fortes,
e outras eufóricas, costumava ser assim e eu gostava disso,
eu amava aquilo...
...como eu adorava escutar músicas na madrugada quente...
O tempo não parou pra que esse show delibere,
ganhe sucesso só entre nós, com a platéia cochichando nossas intimidades e falhas,
bem... eu não me importo mais, eu vivo esse último dia na minha cabeça,
sutilmente, todos os dias...

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

just now!!



"Te odeio!! Te odeio!!" foram suas últimas palavras de afeto,
na qual suas expressões de amor me desejaram no inferno.
Bem no interior da minha vida eu brinquei comigo mesmo,
manipulei cada passo e assisti todas as consequências dando de ombros...
Escutei algumas músicas nesse fim de noite e ninguém estava ali,
pelo menos do jeito que precisei. Algo me tocou, forte palavra
traumática que me sujeitou a uma vida conturbada...
Sem cordas de equilíbrio, cogitamos um possível consenso,
que insolência, que hipocrisia. Enganei-me com meus truques
e dessa vez, como primeira vez, não que tenha perdido o controle,
mas eu perdi para meus atos e a lentidão do machismo egocêntrico,
fugiu para não levar a culpa da indagação.
O quarto continua vazio, eu estou um pouco mais liberto,
me sinto preenchido por mim mesmo,
mas não sei se estou me enganando, porque perdi as rédeas
e sigo numa ladeira sem fim...
Algo falta, mas se não for agora, prefiro que não seja[talvez]...
Saio pela porta, forço a mente pra esquecer cada momento que desperdicei
por ter uma sensação sem lógica e que consome cada ser,
pois o que te faz fortaleza é o mal...
...e minhas palavras de perdão não valem o que fiz,
é um peso que fica e maltrata, suas lágrimas molham minha vida todos os dias.
Eu lembro de cada gesto que deixei passar, de cada oportunidade,
algo sempre vai faltar nessa pequena indiferença da minha vida...
Só queria dizer que foi perfeito, mas eu não tenho mais tempo
e quero continuar assim, fugindo da minha própria sombra...