É quando você deixa de estar, deixa de ser, perde conta do revés. Ouve simples palavras de descontentamento, acaba como um simples pessimista. Acaba como eu!
Sustentando poucas idéias ao longo do fim, você deixa de construir novos começos com o medo do mesmo fim, paralelo com sonhos compartilhados em parte da trajetória: percorrida, corrida, vencida, cansada, derrotada, erguida e agora, perdida entre meados de onde Judas perdeu “butinas”.
Os sons o perseguem, te trazem esperanças sem crença alguma, é algo tão baixo. E por obra destinaria cria-se um personagem mórbido no qual você se espelha, dupla-influência, auto-indulgência.
Cedo ao crepúsculo nublado, um olhar mais que desanuviador, uma realização como se houvesse tempos e tempos de ausência. Eu vi seu olhar, no que me encontrou e agora parte de mim foi salva por detritos passante do passado que deixei cair. Mas enfim, um sorriso meu foi sincero naquela noite, quem pudera saber o que estive sentindo todos aqueles dias.
Me deixa não entender muito sobre tudo, manter um pouco do que resta de insano, olhar algo e perguntar o por quê de tudo. Todo esse percurso me custou, me cobrou, empurrando a naturalidade à perfeição, e, injusto sangro por si só, sofrendo na solidão interior.
Cheio de absorções prioritárias prefiro tocar o fogo e descobrir a essência dessa dor, dar-te-ei algo mais que simplicidade mútua, criarei mais de mim _ doarei pouco mais que resta em resto do relativo tempo.
Morte,
Mate,
Sorte,
Descarte...
E agora? Deliberadamente, sussurrando perdas inconscientemente propositais ao ser andrógino, manipula-se o ser monstruoso que se propõe a procriar-se. Tão ingênuo, tão idealista, porém ainda há mais a fazer...
...só que dessa vez, não sobra espaço pra vida!

Março de 2009
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