Olhão nessa página

sábado, 15 de maio de 2010

Por uma hora...


Em busca de um sorriso, você procura fatos irreais,
dos quais eles te seguirão.
Então traído pelo tal tempo, a coincidência chegou a você,
com as piores imagens, as piores provas criminais,
nada mais sutil!
Caindo no sono, seu dia passa em cenas curtas,
então você começa a entrar em devaneio,
os fatos se misturam e você entra em conflito consigo mesmo...
nada mais simples!
Organizado e metódico, manipulou cada detalhe da situação,
e se houvesse de se desconstruir, haveria uma saída,
mas estaria longe demais pra correr...
nada mais supérfluo!
A meia noite de um sábado, na época junina,
pego minha carteira de cigarros,
meu whisky barato, e faço meu próprio happy hour...
nada mais planejado...

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Barcos ao rio


Enquanto você dormia, eu desvendava nosso futuro,
infiltrava cada detalhe da nossa vida.
Se fosse pra voltar e estar, seria por você,
se fosse pra pra ir embora seria por nós dois,
mas se fosse pra sofrer, eu sofreria só...
Aguentaria partículas de dores e te amaria em fotos por muito tempo.
Crueldade acima dos níveis padrões,
manipulado monumento que envolve sequelas graves.
Estive lá, todo tempo quis morrer, sofrer,
mas quis te ter nas mãos, acusado e forte...
...dessa vez, eu não estive lá,
e não sei como estar aqui!

Melhor razão


Escrevemos e desenhamos cada momento,
usados em argumentos, usados como armas,
afiados e carregados, são jogados na cara!
Então no fim da noite estamos implorando,
e na manhã seguinte,
tudo como antes, depois tudo como antes,
agora tudo como devia estar!

quarta-feira, 12 de maio de 2010

momentos reescritos


Voltou pra casa, como no tempo que era criança.
Ouviu gritos desesperados, mas não haviam mais motivos,
incentivado a sacerdote incrédulo,
caiu em tentação e acabou quebrando aquele vínculo.
Em casa, tudo havia parecido que há muito não vinha,
mas estavam todos nos lugares, como se nunca estivesse fora dali.
Participou dos cultos noturnos vale-do-amanhecer,
viveu o que singulares não vivem,
amou semi-deuses, cultivou mulheres, perdoou a si mesmo,
se culpou pela vida, e assim recomeçou_deitado em sua cama,
aquela que fora arrumada por sua mãe.
Sofreu por pouco tempo atrás. Virar as costas pela última vez incomoda,
mas se não há alternativas, as músicas te promovem as mesmas sensações.
Deitei, estava ali, próximo ao meu espaço, eu criei a minha história em terceira pessoa,
derivei a minha vida ao meu inventário, construiu mentiras com começo e fim,
mas sem desfecho e assim me perco em ver... o medo do meu ser!

sábado, 8 de maio de 2010

oito alguns dias


Chegando um pouco tarde,
arranjei um lugar perto de você.
Senti aquele cheiro bom, olhei venerando-te
e você nem notou, que bom!
Te tive desenhada na mente de cór,
obtive seus olhares cada vez mais lindo com um sorriso perfeito...
Me perdi um pouco mais em fantasia,
mas a sua vida não parou,
assim como a minha não podia por você,
então eu ouço velhas músicas na minha vitrola MP15,
e com gostos bons as vezes me perco no calypso_que ironia!
Então quando a real me bate na cabeça,
eu caio e dou risadas pra disfarçar,
relembro os velhos tempos e ainda te tenho na neverland...

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Falta um ice


O nosso tempo fora o dos bregas, tempos bons! A gente via o pôr-do-sol abençoado, próximo de Deus, e perdia poucas vidas num medo infantil. Nossa! como era bom... Então, perdido entre compromissos e bebidas solitárias, relembramos vários dias: Viagens, palavrões, andanças, noites e a nós mesmos. Lembro-me no começo, quando dizia que amava meus contos, minhas palavras, e eu... simplesmente me enchia como aquele peixe. Então eu vi você de verdade escondida nas SUAS palavras, e não acreditei... você é melhor que eu no que faz, e eu admiti isso depois de um tempo. Bem, agora estamos chegando no inverno, e a neve aqui não cai. Talvez um dia, pensaremos em caçar algo novo, tudo como bem no comecinho...

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Pensativo


Unicamente os sentidos se desdobram... espera um pouco!! nossa relação está caindo, e não há jeito... há uma lógica? há algo irreal? suspeitamente habita em meu ser dois argumentos, dois argumentos de únicas opiniões. andando com assobio ofegante, escrevendo com erros, sem letras diferenciadas, sempre uma porta se fecha quando se é assim... então, sem olhos, sem lógica, sem vida!