Olhão nessa página

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Am(ament)ar

"Do ato de nutrir a vida, sustentar a alma que acabou de chegar neste plano."
Não é uma crítica ou um apelo emocionante, porém um post de observação sobre o ato mais lindo e fiel de um ser a outro.
Desde o nascimento, as lágrimas de uma mãe após ver pela primeira vez seu filho ou de beijá-lo a cabeça frágil, o primeiro ato do amor mais sincero que já existiu chega_A Amamentação.
A ligação que dura de poucos meses aos primeiros anos da criança está conectada em todos os sentidos maravilhosos possíveis. A mãe sente aquele desconforto no início, cócegas, um pouco dolorido, bem novo, mas é o início de uma frequente jornada materna.
Por este ato a criança recebe os melhores nutrientes, imunidade, proteção, força.
Durante os primeiros poucos meses, o acordar de 3 em 3 horas atravessando as madrugadas para alimentar o filho. Do acalentar o choro, o medo, a angústia do desconforto de não estar mais dentro de um mundo pequeno e perfeito. Do mamilo que começa a doer, que sangra algumas vezes, que fere, da dor que precisa aguentar depois dos primeiros dentes...
Dos olhinhos que começam a abrir e encarar a dona do sorriso mais lindo, dos traços mais perfeitos, do cheiro mais suave e gostoso, da força mais verdadeira. Do primeiro sorriso mamando.
Dos primeiros movimentos voluntários, do engatinhar e dos primeiros passinhos que já querem vir direto para o melhor lugar, o colo de uma mãe.
O meu objetivo neste post é ressaltar sobre como algumas mães não veem mais a amamentação como o ato mais sagrado que possa haver nesse mundo.
Desde a propagação global das novas tecnologias a dependência que cada um cria sobre seus pequenos aparelhos é algo que não passa despercebido em momento algum. Isso ocasiona na quebra dos melhores momentos da vida, inclusive o ato de dar de mamar.
A mãe deixa este ato se banalizar como algo que só está acontecendo normalmente e precisa entreter sua visão com um jogo, com um tweet, com um post, com conversas triviais, com tudo que não é tão importante ou as vezes nem é.
Para onde olharão os olhos do bebê? Para onde irá o afago na pequena cabeça?
Beije as mãos de seu filho, olhe dentro de seus olhos e diga de modo verbal ou não verbal o quanto você o ama. Converse sobre tudo, conte-lhe histórias, sorria sempre, sinta seu cheiro.
Mãe, este é o ato mais sincero do mundo e que não dura para sempre. Seu filho vai mamar até certa idade e ficará cada dia mais longe do seu colo, então aproveite mais, seja sempre mais para seu filho.
Nós, pais, canonizamos nossos filhos desde a notícia que está sendo gerado e esse é, sem dúvidas, o amor mais puro e verdadeiro do mundo.
Ame-o desde o amamentar.