Amo meu filho, que finge ser criança ao ser pai no auge dos seus 40 anos, assim como amei meu filho quando fingia ser adulto ao cuidar do irmão menor no auge dos seus 7 anos.
Amo meu filho, que arranja tempo para estar em casa na hora certa pro jantar e visita-me aos finais de semana, assim como amei meu filho quando puxava minha barra exigindo mais tempo para o almoço e me fazia rir nas programações de domingo no playground do parque.
Amo meu filho, que conversa com tanta sagacidade sobre os complexos científicos e filosóficos com seus amigos, assim como amei meu filho quando me perguntava o significado daquela palavra que seu personagem favorito dizia num episódio novo.
Amo meu filho, que salva-me quando preciso entender esse presente tão confuso, assim como amei meu filho quando me questionava sobre o que hoje foi meu passado.
Amo meu filho, que salva-me das tormentas que não consigo resolver no dia-a-dia, assim como amei meu filho quando me fantasiava como seu herói, o mais forte de todos.
Amo meu filho, que abraçou-me e beijou minha mão pela última vez quando dormi eternamente em meu último acalanto, assim como amei meu filho, que insistia em estar acordado comigo até um pouco mais tarde, mas dormia em
meu colo.
Amo meu filho em pensamento e em espírito, assim como ele me ama no seu sofrimento que sem querer o mundo lhe deu...
Olhão nessa página
terça-feira, 9 de julho de 2013
segunda-feira, 8 de julho de 2013
Singular beauty
Da minha frigidez resta o momento mais rude, mais sacramentado ou canonizado. Essas músicas ainda tocam bem, tocam lindamente nos meus dias ou nas minhas noites indigentes.
Eu só queria estar dançando essa última música... num ritmo infinito!
Essa ausência mata mais do que pensara, não é? Agora estamos tentando esquecer o que se passou depois dos meses semanais, mas lá fora ainda há alguma chance, mas lá fora ainda há alguma chance?
Aquele mesmo intérprete fez o repertório do meu sofrimento, cada detalhe de sensação encaixou perfeitamente nas estrofes bem cifradas e vice-versa, pois e aí, o que se tem ainda?
A morte amou porque o amor não morreu... estórias e estórias a serem documentadas pelas suas mãos que suam por entre o frio da tarde de chuva escura.
Eu sonhei nessa última noite, lembrei do principal, surtei ao acordar com o despertador de som agudo. Alguma coisa ainda anda faltando nesse som. Acho que essa leitura trivial só funciona escutando a música que toca na minha cabeça, mas esse truque não funciona mais.
Não há desistência, não há falta de desejo, há um português falho que pensa sem falar, que acha-se sagaz, que quer do jeito sem atitudes, tentar falar... Apavorado, mudo, dentro de uma lâmpada sem poderes.
Eu só queria estar dançando essa última música... num ritmo infinito!
Essa ausência mata mais do que pensara, não é? Agora estamos tentando esquecer o que se passou depois dos meses semanais, mas lá fora ainda há alguma chance, mas lá fora ainda há alguma chance?
Aquele mesmo intérprete fez o repertório do meu sofrimento, cada detalhe de sensação encaixou perfeitamente nas estrofes bem cifradas e vice-versa, pois e aí, o que se tem ainda?
A morte amou porque o amor não morreu... estórias e estórias a serem documentadas pelas suas mãos que suam por entre o frio da tarde de chuva escura.
Eu sonhei nessa última noite, lembrei do principal, surtei ao acordar com o despertador de som agudo. Alguma coisa ainda anda faltando nesse som. Acho que essa leitura trivial só funciona escutando a música que toca na minha cabeça, mas esse truque não funciona mais.
Não há desistência, não há falta de desejo, há um português falho que pensa sem falar, que acha-se sagaz, que quer do jeito sem atitudes, tentar falar... Apavorado, mudo, dentro de uma lâmpada sem poderes.
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