Olhão nessa página

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

As vezes

Sentei, ao longo do dia, em vários lugares em um espaço mínimo,
apontei para imagens ilusórias e menti sozinho tentando me impressionar.
Acho que criarei gatos, encherei minha geladeira de doces e escutarei músicas de vitrola no fim da tarde,
porque  não me faltam motivos para não tê-los.
Quando se vive do passado, se auto destrói com o pouco que há de real.
Esperei um pouco mais na tradução de uma melodia linda,
escrevi coisas que não deveria, falei coisas que não lembro
e ainda fui fraco ao tentar ser eu mesmo...
Estivemos tão dispersos ultimamente que parece que o amor voou,
parece que ele desacreditou em mim depois que mostrei ser lógico.
...bem, eu não preciso mais dos seus conselhos,
agora eu me firo sozinho, consigo 'aversar' qualquer coisa que me leve pra baixo.
Cultivando o melindre algoz, me despeço de pequenos vícios,
porque essas fotos me trazem lembranças e as lembranças estão nas fotos.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Uma auto-homenagem

Francisco (uma auto-homenagem)

Chove gotas mágicas
tênues de chuvisco.
Mistura-te com as lágrimas
de Francisco.

Rasga o céu
num lume indescritível, corisco!
E ilumina o rosto sofrido
de Francisco.

Mãos pequeninas começando a escrever,
nos teus indecifráveis rabiscos.
Escreve um poema
para Francisco.

Rindo falsamente 
vivendo sem riscos,
são impercebíveis os passos
de Francisco.

Gira, gira
sob a agulha, disco!
E toca uma canção,
para Francisco.


[F.P.M.S.]
escrito há aproximadamente 3 décadas e meia.