Olhão nessa página

domingo, 30 de maio de 2010


Se seguiram até o último momento,
no que pode se aguentar, mas há tempos não seguravam as mãos.
Sentado no sofá-cama com caneta e papel,
pouca iluminação e ouvindo graves de violoncelos
gravando cada detalhe nos espaços entre palavras.
O que precisaria?
Um silêncio tão aterrorizante que, subitamente, meus sentidos estáticos
morreram por um momento, o mundo dera seu maior intervalo
e sua história mudara muito nos últimos dias...
Enquanto a tarde acaba, a chuva continua caindo,
o frio aumenta e os antigos olhos se afetam, por simples gestos de indignação
seus motivos pareceram tão mais visíveis agora.
Precisara de um motivo que a tirasse dali,
procurou dentre dezenas de motivos e o meu jeito,
ele continua do mesmo jeito...

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Nos meus dias...


"Quando eu morrer, enterrem-me de pé, porque eu vivi de joelhos toda a minha vida."
-Provérbio Cigano-

Tudo sempre transporta a mesma idéia, com colocações fracionadas diferentes.

"Quando Deus quer enlouquecer o homem, satisfaz todos os seus desejos."

"Ninguém pode manipular ninguém. Em uma relação, os dois sabem o que estão fazendo, mesmo que um deles venha depois se queixar que foi usado."

"Eu que me queixava de não ter sapatos, me conformei ao ver um homem que não tinha pés."
-Provérbio Persa-

"Nem todos acreditam em Deus, mas todos querem emagrecer."

quarta-feira, 26 de maio de 2010

25-26/05/2010


Algum lugar, 04 de Junho de 2010...
Sonhei dias antes com algum tipo de pensamento que me levou longe,
com tantos passos caminhados, tantos aprendizados,
variedades na sua diferença para com todos.
"Você sabe qual é o momento singular?" foi o que me disse
há tempos atrás onde tudo parecia começar,
sem planos formados, eu te queria no meu mundo
me guiando por todos os lados, segurando meu braço
no aperto da multidão para que ninguém chegasse perto,
como numa micareta fora de época.
O teu jeito flexível que dava pra moldar,
enquanto teu corpo era visado perfeito,
mas as palavras que de mim saíam te diziam coisas mentirosas
só pra te deixar irritada...
Ainda estou evoluindo 'mamain',
e nesse teu outro lado afastado de mim,
eu te observo de longe com o pouco que tenho,
e me conservo... e ando devagar, mas não vou parar,
simplesmente porque não foi o que você me mostrou da vida!

terça-feira, 25 de maio de 2010

três pés proporcionais de uma pessoa


Tão cansado fiquei de tentar mudar o rumo da sua visão,
enquanto você se senta todos os dias no mesmo lugar,
conta o tempo do padrão e a tradição é mantida.
Você traçou uma linha reta entre o bem e as dificuldades,
vendendo a inteligência para a sabedoria em troca de uma vida limitada,
cultivando sempre os mesmos provérbios.
Longe de mim seu mundo cairá,
longe de mim sua vida irá desmoronar
e eu estarei na minha fabulosa metamorfose
entre delírios e pecados mundanos,
onde a glória do corpo e da alma
se dirigem ao centro do mundo e te proporcionam êxtase...
Fundamento de proporção é incógnita indiferente,
o lugar está mais perto, a mudança bate à porta
ao virar da madrugada...
...intrigado eu bebo, falo coisas irreais
e percebi uma rotina_um padrão criado por mim!
Eu quero ser tradicional...

segunda-feira, 24 de maio de 2010

atravessando-me


Você se sente bem?
Há tempos que não a vejo sentar e escrever textos bonitos.
A pessoa que habitava em você se perdeu na monotonia secular,
e esse peso ainda pode demorar mais um pouco_deitada sobre sofás empoeirados,
escrevendo duas palavras por minuto, criando endereços anônimos,
escrevendo cartas para si mesma,
imaginando o mundo no seu mundo: como seria maravilhoso!
Você lamenta minhas precipitações derivadas dos seus palavreados
cada vez mais chulos...
Coldplay tocava nas 2hs de viagem até o destino raro,
enquanto as vezes tocavam bandas na minha cabeça,
as mesmas que te ouvi em algum dia escutar,
pois o meu conhecimento é/foi você,
a minha sabedoria foi a necessidade de estar perto de você,
mas agora, estou tão baixo que você passa por cima e não me quer do lado...
tanto faz!

sábado, 22 de maio de 2010



Quando eu me for, moça única,
me deixe ir com um simples beijo demonstrando todo o seu amor,
porque eu sei que é tudo o que pode oferecer-me...
Então pelo simples entardecer, no qual você me esperará,
as lembranças soarão como passos apressados,
pois eu estarei em meio ao que eu não sei,
desesperado atrás de algo que preciso encontrar
e quando esse dia chegar, você descobrirá que eu sou tudo aquilo que você é,
sobrando apenas vestígios do que não houve.
O meu caminho se dispõe em diferentes locais, dos quais você nunca saberá:
meu mundo atrasado, que a muito não o via_me esperou por tanto tempo
que não sei como reconhecê-lo,
mas essa é minha hora, esse é o meu momento,
esse talvez seja o meu sonho...
e você, moça singular,
vai me amar por longo tempo,
até que seu desespero e decepção tomem conta do rancor...

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Monoperegrino


Você, então, sempre teve a total certeza de que tinha a razão
esperando o momento d'eu indagar-te,
sob qualquer acusação séria ou material, sorriu cinicamente
e quase se entregou...
A minha maior ignorância não foi subestimar,
mas querer ter o controle de tudo_ninguém tem!
Você tinha razão, você sempre teve a razão,
nem precisaria de algo ou alguém pra isso. Eu sempre soube,
fazendo questão de jogar a culpa eu derrubei objetos na sua casa,
quebrei a TV, taças, cinzeiros e fumei cigarros consecutivos...
...eu perdi a razão!
Agora sentado na praça, com algum tipo de cigarro mendigado,
uma lata de qualquer cerveja com gim sob um céu sem estrelas,
derivados de poucos pingos que se proliferam...
Acho que a noite ainda não chegou!!...

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Primeiro dia no mundo


Fui a palestra do emprego no fim do expediente, e lá houveram debates e ofensas imprecisas. Admito que me perdi no tempo, pois de tanto trabalhar parei no tempo.
Vídeos e palavras atravessando a minha cabeça, daquela mesma forma da expressão "entra por um ouvido e sai pelo outro", assim eu conclui que quando se falam de monetária, querem falar de dinheiro, talvez pela semelhança com a palavra 'money', mas pela lógica com o fim 'etária' não consigo decifrar todas: faixa etária é uma das poucas_sem contar as fáceis com uma palavra sem prefixo sóbrio:sexagenária(sexo por dinheiro), agrária(agradar por dinheiro), só que muda de etária pra ária apenas...
Ao contrário das formas de falar populares, as que citei são mais cultas.
...acho que estou amadurecendo!

Então...


...na fuga do mundo, num roído infernal, precisaria de um fone de ouvido, no qual a paz momentânea salva e preserva o estado de espírito.
Uma ascensão grandiosa toma o mesmo elixir que eu, reserva pouco tempo pra si.
O que seria guardar a inspiração pra depois? Se a sensação passa, a ideia foge e as mesmas fórmulas para se chegar a um tempo, prevalecem.
Só em você pra sempre serei feliz. História que pressenti muito antes de viver em mim...
Por que só em ti, foi onde eu me perdi? Tardia grande felicidade, se me amas, eu serei essa esperança que desperta para não sei onde... insalubre e quase sem saída preciso encontrar...
Houve uma mudança de elo, no que jamais fui capaz de decifrar, então tu serás a eternidade da minha alma e nela eu não deposito mais nada...

repertório



Eu ouvi, assim que cheguei da escola, minhas músicas.
Estando na reprodução aleatória, elas trouxeram,
de praxe, várias etapas da minha vida, criando várias sensações
de vários momentos de vários lugares de vários turnos de variedades acumulativas.
Deixei reproduzindo aquelas músicas, que não dizem nada,
mas me dão sensação pesadas do passado,
cai na lembrança, com medo de me perder nela,
mudei a música, que me manipulou diferentemente,
atingindo meu ponto fraco tão forte, que não aguentei...
...passei pra outra música!
É um vínculo inquebrável que passamos a conviver,
no dia-a-dia de um momento de vários tempos,
controlado pelas sensações daquele momento que passou,
sendo há muito ou pouco tempo atrás,
mas que ainda pende num espaço vazio andante...

terça-feira, 18 de maio de 2010

Submissão


Com orgulho Sonia mostrou "preciosa" atenção,
estando tão perto da liberdade, preferiu o comodismo...
Caminhando por cortes feitos ao caminho, Fátima cai no mesmo caminho,
mas há uma diferença_sua liberdade está no lugar errado, de forma errara.
Sendo uma conjunção adversativa, mudou o rumo da linhagem,
criou uma estória em cada canto, enquanto Sonia sorria feliz com a monotonia.
Soube interpretar cada postura, porém se debateu nos fins,
sabendo mais um pouco em seu ego faminto,
observou e amou aquele momento.
Sonia morreu antes de saber o que não deveria, que mentira!
Fátima está morrendo, morta sem saber, vivente no padrão criado,
tentando fugir do mesmo, agiu o padrão mais usado.
Há um único jeito sem fuga, e nós...
estamos condenados, e isso é fato!

sábado, 15 de maio de 2010

Por uma hora...


Em busca de um sorriso, você procura fatos irreais,
dos quais eles te seguirão.
Então traído pelo tal tempo, a coincidência chegou a você,
com as piores imagens, as piores provas criminais,
nada mais sutil!
Caindo no sono, seu dia passa em cenas curtas,
então você começa a entrar em devaneio,
os fatos se misturam e você entra em conflito consigo mesmo...
nada mais simples!
Organizado e metódico, manipulou cada detalhe da situação,
e se houvesse de se desconstruir, haveria uma saída,
mas estaria longe demais pra correr...
nada mais supérfluo!
A meia noite de um sábado, na época junina,
pego minha carteira de cigarros,
meu whisky barato, e faço meu próprio happy hour...
nada mais planejado...

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Barcos ao rio


Enquanto você dormia, eu desvendava nosso futuro,
infiltrava cada detalhe da nossa vida.
Se fosse pra voltar e estar, seria por você,
se fosse pra pra ir embora seria por nós dois,
mas se fosse pra sofrer, eu sofreria só...
Aguentaria partículas de dores e te amaria em fotos por muito tempo.
Crueldade acima dos níveis padrões,
manipulado monumento que envolve sequelas graves.
Estive lá, todo tempo quis morrer, sofrer,
mas quis te ter nas mãos, acusado e forte...
...dessa vez, eu não estive lá,
e não sei como estar aqui!

Melhor razão


Escrevemos e desenhamos cada momento,
usados em argumentos, usados como armas,
afiados e carregados, são jogados na cara!
Então no fim da noite estamos implorando,
e na manhã seguinte,
tudo como antes, depois tudo como antes,
agora tudo como devia estar!

quarta-feira, 12 de maio de 2010

momentos reescritos


Voltou pra casa, como no tempo que era criança.
Ouviu gritos desesperados, mas não haviam mais motivos,
incentivado a sacerdote incrédulo,
caiu em tentação e acabou quebrando aquele vínculo.
Em casa, tudo havia parecido que há muito não vinha,
mas estavam todos nos lugares, como se nunca estivesse fora dali.
Participou dos cultos noturnos vale-do-amanhecer,
viveu o que singulares não vivem,
amou semi-deuses, cultivou mulheres, perdoou a si mesmo,
se culpou pela vida, e assim recomeçou_deitado em sua cama,
aquela que fora arrumada por sua mãe.
Sofreu por pouco tempo atrás. Virar as costas pela última vez incomoda,
mas se não há alternativas, as músicas te promovem as mesmas sensações.
Deitei, estava ali, próximo ao meu espaço, eu criei a minha história em terceira pessoa,
derivei a minha vida ao meu inventário, construiu mentiras com começo e fim,
mas sem desfecho e assim me perco em ver... o medo do meu ser!

sábado, 8 de maio de 2010

oito alguns dias


Chegando um pouco tarde,
arranjei um lugar perto de você.
Senti aquele cheiro bom, olhei venerando-te
e você nem notou, que bom!
Te tive desenhada na mente de cór,
obtive seus olhares cada vez mais lindo com um sorriso perfeito...
Me perdi um pouco mais em fantasia,
mas a sua vida não parou,
assim como a minha não podia por você,
então eu ouço velhas músicas na minha vitrola MP15,
e com gostos bons as vezes me perco no calypso_que ironia!
Então quando a real me bate na cabeça,
eu caio e dou risadas pra disfarçar,
relembro os velhos tempos e ainda te tenho na neverland...

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Falta um ice


O nosso tempo fora o dos bregas, tempos bons! A gente via o pôr-do-sol abençoado, próximo de Deus, e perdia poucas vidas num medo infantil. Nossa! como era bom... Então, perdido entre compromissos e bebidas solitárias, relembramos vários dias: Viagens, palavrões, andanças, noites e a nós mesmos. Lembro-me no começo, quando dizia que amava meus contos, minhas palavras, e eu... simplesmente me enchia como aquele peixe. Então eu vi você de verdade escondida nas SUAS palavras, e não acreditei... você é melhor que eu no que faz, e eu admiti isso depois de um tempo. Bem, agora estamos chegando no inverno, e a neve aqui não cai. Talvez um dia, pensaremos em caçar algo novo, tudo como bem no comecinho...

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Pensativo


Unicamente os sentidos se desdobram... espera um pouco!! nossa relação está caindo, e não há jeito... há uma lógica? há algo irreal? suspeitamente habita em meu ser dois argumentos, dois argumentos de únicas opiniões. andando com assobio ofegante, escrevendo com erros, sem letras diferenciadas, sempre uma porta se fecha quando se é assim... então, sem olhos, sem lógica, sem vida!

Vestígios


É da forma mais cruel que aprendemos a maioria de tudo...
Quando a vida toma o rumo do fim,
daí você começa a perceber que quanto mais velho,
menos preparado ficamos.
Quanto mais inteligente,
mais prepotente!
Quanto mais poderoso, mais arrogante seu ego fica,
sendo que um retorno improvável
é sempre tentado sem condições,
sem motivação, sem energias juvenis...
"Verdadeiro ou falso em meu ser."
Lemas imbecis adentrando em teoremas,
analizando fórmulas para desacelerar a regressão.
Eu não sei...
quem pode saber, se nem 'ele' sabe...
bom... agora seguimos no bom do fim.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Riqueza


Foi assim, desse mesmo jeito que sempre pode ser... começou sua vida no vínculo mundano, alimentou-se de promessas, crescendo onde o tudo regredia. Daqui a um tempo sentiu uma necessidade_alguma hora, precisaria de alguém pra falar, queria uma noite, apenas uma em que pudesse ter o seu maior sonho: ter sapatos! Na convivência social indiferente, promoveu ao mundo o que ninguém sabia, o que todos querem, também. Com trapos remendados, andou meio mundo em uma cidade, viu por último a maior avenida_ganhou sapatos... ...junto a um terno de terceira mão, deitado a seu último presente: um caixão de compensado de fácil degradação... nada mais luxuoso.

Cotidiano simples


Conspirações em todos os cantos... problemáticos lunáticos à direita, traidores à esquerda, AMINIMIGOS nas suas costas e armas à sua frente... você anda em linha tortuosa, em cima de um muro liso, ou você cai para um dos lados, ou simplesmente, segue sozinho na difícil tarefa de se manter de pé porque o fim, ele não chega nunca!! Em quem nós confiamos? Em quê podemos nos sustentar? os alicerces estão todos quebrando, com alguns vidros quebrados ao longo dos bares_bem... era onde eu costumava perder a razão... e agora?...a razão não faz parte de alguém só, certo?

Maria... ô Maria, perde tempo sentada, se preocupando com os demais filhos. Uns soltos independentes, outros remetendo a loucura em mídia. Sente na cadeira de balanço, ouve vinil Raul seixas, à tarde avista os jovens passando na rua 15 de outono, relê os poemas do marido morto, ao longo da tarde se balança, compra tapioca do moço da bicicleta, dorme às 18hs inconsequente, acorda às 19hs e entra. Assiste as novelas de um único canal disponível, se perde nos dias da semana, mês e ano, então vela pela morte com medo da mesma...

Proporcionalidade


...pois as idéias alheias se desfocaram,
rementendo um fato em meio a ilusões_percebe-se a loucura.
Corda no pescoço, prestes a desanúvio,
uma imagem lhe passou a cabeça,
tão rápida que não lhe houve tempo de assimilar a liberdade.
Calmamente a alegria me manipula,
subitamente a dor me consome,
libertamente eu tomo minhas atitudes equivocadas
e nisso, o meu mundo muda tanto!
Um toque nas cordas da harpa,
dois sopros suspirosos de suspense
e aí está a melhor das fermatas_cortante, sigilante, original, libertador!!
GRitos e mais gritos, e uma sensação eufórica,
a música soa mais alta agora, tudo começa a ter menos sentido,
alguém me puxou para o chão,
e agora, queridas almas...
estou voltando para a realidade...

Conclusão


Um dia tudo chegaria ao ponto que ficou, dentro de contextos insalubres, mórbidos, um som estranho rodeia nossas mentes. Estou indo ao encontro de meu suicídio, onde nada é mais real do que nunca foi... Você se mostra fechada, vestida, presa no seu casulo de prioridades, sem se permitir estar sóbrio realmente. Então ao entardecer você chora por mais um dia perdido, com a poupança intácta, bens empoeiradas_pra quê esperar um motivo? Independente você não encontrará! ...e no fim dos finais, é só a sua vida parando.